segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Abela: Testemunhar a Fé




“O mundo contemporâneo é sensível à relação entre fé e arte. Neste sentido se aconselha a valorização adequada com função catequética do património das obras de arte presentes nos lugares da acção pastoral”.
Em Ano da Fé e à luz de uma das indicações da Congregação para a Doutrina da Fé para a vivência deste acontecimento importante na vida da Igreja, o grupo de catequistas e catequisandos da paróquia da Abela (Nossa Senhora Abella), da unidade pastoral de Santiago do Cacém, assumiu esta forma de dar testemunho da fé.
Desde o início do Advento até à Festa do Baptismo do Senhor, na grande igreja paroquial da Abela, está patente ao público uma exposição com motivos religiosos. Muitos habitantes da freguesia têm visitado esta iniciativa, valorizando, deste modo, o trabalho e o empenho dos seus promotores. Para todos, grandes e pequenos, tornou-se uma catequese viva.

Incarnação, redenção, oração
A exposição, com várias mesas, dá destaque aos mistérios da Incarnação e da Redenção, com muitos presépios e cenas do calvário. Assume uma visibilidade muito grande o tema da oração. Nesta secção, estão expostos mais de duzentos rosários, pertença de uma pessoa da terra. Também é de notar a presença de imagens e medalhas da Virgem Maria, com seus diversos títulos e invocações.
As peças, mesmo não sendo de uma arte muito valiosa, exprimem o amor, a ternura e a presença de Deus, na vida das pessoas e são um sinal que as faz chegar até Deus, através da oração e da contemplação. Muitas dessas peças, encontram-se em pequenos altares”, nas casas das pessoas.
Entre as mesas temáticas há uma com pinturas, trabalhos em cortiça ou em outros materiais, feitos pelas crianças da catequese e alusivas, sobretudo, à quadra natalícia. Estes trabalhos foram colocados à venda e o seu produto destina-se a apoiar a catequese.
A iniciativa, a mobilização, o empenho, a valorização da arte e o testemunho patente na sua beleza e simplicidade, tornaram mais profunda a vivência do Natal e lançaram desafios para novos eventos que ajudem as várias gerações a conhecer e a transmitir a fé em Jesus Cristo, Salvador e Redentor da humanidade.

P. Agostinho Sousa

sábado, 29 de dezembro de 2012

A família, comunidade evangelizadora





Estamos em tempo natalício, tempo para a família, momento para manter e reforçar laços, iluminados pela Luz daquele que quis nascer numa família, ser acolhido num regaço de mãe e acariciado pelas mãos trabalhadoras de um carpinteiro, seu pai adoptivo. À luz deste quadro terno e exemplar, pode-se descobrir o papel evangelizador da família.
Ainda não vai longe o tempo em que na família havia praticamente uma comunidade religiosa espontânea. Os pais tinham a preocupação de educar os filhos na fé e nos valores religiosos em que acreditavam. A fé cristã passava de pais a filhos com naturalidade.
Hoje damos conta de que os tempos mudaram como mudou a sociedade e o ambiente familiar. São propostos valores novos e desprezados os velhos; a consciência e os costumes sociais modificaram-se notavelmente; algumas certezas transformaram-se em dúvidas. Ensina-se mais facilmente a ocupar os primeiros lugares, a ganhar mais, a ser mais espectacular que os outros.
A pressão social leva a fazer dos próprios filhos personagens de relevo, atletas, homens e mulheres de sucesso, competitivos na sociedade de bem-estar. E esquece-se o dever de os ajudar a adquirir as virtudes que os tornam verdadeiramente humanos e cristãos: a honestidade, a lealdade, a justiça, a bondade, a fé.
O pluralismo cultural da nossa sociedade penetra dentro da família com as mais variadas e contrapostas ideias e modos de viver. Revela-se hoje uma falta geral de comunicação entre as gerações. Os filhos começam a distanciar-se das tradições religiosas e morais dos pais. Os modelos de vida de outrora foram substituídos por outros publicitados com insistência e segundo critérios bem finalizados.

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A NOTÍCIA DO NATAL




Chega uma criança
À madrugada
Desarmada
Traz mãos e pés e uns olhos tão bonitos
Traz um rasto de lume e de esperança
E uma espada
Apontada
À raiz dos nossos conflitos.



1 - É assim que vem Jesus em filigrana pura, em contra-luz coada de alegria, e atravessa ao colo de Maria as páginas arenosas da Escritura. Ei-lo que vem rosado de ternura, acorda, esfrega os olhos azulados de lonjura, salta para o chão, vê-se que procura a minha mão, sabe o meu nome e o de toda a criatura.

2 - Conta-me histórias, a dele e a minha, mas conta também as estrelas uma a uma, apresenta-me Abraão, Moisés, David, demora-se um pouco no caminho com Elias, Isaías, Miqueias, Jeremias, recebe os pastores dos campos de Belém, canta com eles, acena aos anjos nas alturas, fica longamente extasiado a abrir os presentes trazidos pelos magos.

4 - O espaço que habita é um curral que os animais gratuitamente acederam partilhar com ele, com ele brincam, vê-se que sabem de cor a partitura de Génesis um e de Isaías onze.

4. Maria e José também conhecem e jogam esse jogo, esfuziante corre-corre de alegria, até eu dou por mim a fazer casinhas num prato de aletria, mas na sala ao lado há gente a dormir longe dali, refastelada e dormente, indiferente, trocando a luz do dia pela romaria.

5. Oh humanidade sem sal, sem sol e sem sonho, só com sono, acorda que já a luz desponta, todo o tempo é pouco porque o tempo é graça, não fiques atolada na desgraça, desconsolada e triste, como quem tem sempre que pagar a conta.

6. Levanta-te, olha em redor e vê que já nasceu o dia, e há-de andar por aí uma roda de alegria. Se não souberes a letra, a música ou a dança, não te admires, porque tudo é novo. Olha com mais atenção. Se mesmo assim ainda nada vires, então olha com os olhos fechados, olha apenas com o coração, que há-de bater à tua porta uma criança. Deixa-a entrar. Faz-lhe uma carícia. É ela que traz a música e a letra da canção. Ela é a Notícia.

+ António Couto, Bispo de Lamego
e Presidente da Comissão Episcopal
da Missão e Nova Evangelização e Ecumenismo

Natal em clave de Sol




Do. É o dom de voltar a começar cada dia, cada ano. Mas não como um destino do tempo, sucessivo que é mais do mesmo. Não. Um dom que é novo como a “Nova Evangelização”. Um dom que é uma oportunidade para aprender a esperança. O Natal significa que mesmo a crise não deve levar a posturas de passividade e de fatalismo. É o tempo para descobrirmos uma melodia nova até darmos com o tom adequado.

ReRecordar e percorrer o caminho até Belém é tarefa de cada Natal. Recordar o futuro que já está oculto no passado. As mil e uma possibilidades latentes que esperam o tempo oportuno para se tornarem realidade.
Recordamos que vivemos sob o tempo de Deus e que Deus é fiel à sua promessa de levar o mundo à sua plena realização. E esta convicção alimenta a nossa esperança. O futuro não é uma ameaça; é uma meta que ressoa já no itinerário da vida: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,2).

MiMissão. É Mirar. Apontar o nosso olhar até percebermos o milagre. Há muitas maneiras de olhar. Podemos fixar-nos nas recordações, na nostalgia e na saudade… Mas também podemos fixar-nos nas pessoas que estão cheias de sonhos; vermos processos de nascimento e de crescimento; vermos a vida escondida que começa a revelar-se. O Natal é o tempo de termos os olhos bem abertos porque «Nesse dia, os surdos ouvirão as palavras do livro, e, livres da obscuridade e das trevas, os olhos dos cegos verão. Os oprimidos voltarão a alegrar-se no Senhor, e os pobres exultarão no Santo de Israel» (Is 29, 18-19).

FaFascinação diante do Menino deitado numa manjedoura. Fascinação que nasce desse encontro com o Evangelho, encontro feito fascínio e espanto com o mistério da pessoa e da obra de Jesus Cristo que, mesmo sobre a Cruz, manifesta plenamente a beleza e a força do amor de Deus.
Fascinação que leva à alegria de saber que Deus tem a última palavra. Que Deus revela a sua justiça e a sua glória, mas que só o olhar cristalino do coração consegue maravilhar-se diante do Menino que nasceu para nós.

Sol. O Sol que nasce das alturas e que se transforma em solidariedade é o outro nome do Natal. Especialmente em tempos de crise. Sabemos que o futuro está nas mãos de Deus. Que o seu tempo e a sua fidelidade não estão esgotados. Vivemos sob a sua palavra criadora e ressuscitadora. A Palavra fez-se carne e habitou entre nós, diz S. João. Esta palavra recria a existência e chama-nos a descobrir novos horizontes; estimula-nos a amar. Sabemos que o amor é o que faz viver e que dá vigor à vida. É o amor que nos faz cantar juntamente com os anjos: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens» (Lc 2, 14).

La. Não de lamúrias mas de labaredas de alegria: «Assim que o viram começaram a contar o que lhes tinha sido anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviram se admiravam com aquilo que os pastores lhes disseram» (Lc 2, 17-18).No Natal reconhecemos a mais-valia do amor sobre a nossa história e descobrimos que é a alma mais íntima de toda a realidade, a sua respiração e o seu alento vital. É o amor que nos faz entusiasmar pela profundidade e pela beleza da nossa fé. É ele que nos impulsiona a transmiti-la aos vizinhos, aos filhos, aos netos, às gerações futuras.

SiSim. É a grande palavra do Natal. É a nota musical que reúne todos os “sins” da nossa história e da história bíblica. Em primeiro lugar o sim de Deus ao criar o mundo e o homem: o sim de Deus a iniciar uma história de amor com a humanidade inteira. O sim de Israel a formar parte especial da história da salvação, o sim à sua vocação como povo comprometido com a aliança e com a sua missão de alargar a história do amor de Deus ao mundo inteiro, fazendo-a convergir no Messias Jesus. O sim de Maria como sinal condensado da resposta dos seres humanos aos surpreendentes planos libertadores do nosso Deus. O sim da Igreja em continuar a missão que recebeu de Jesus: Evangelizar. Evangelizar será a nossa maneira de ser, porque é a nossa identidade mais profunda, graça e vocação recebidas, vividas, correspondidas abrindo caminho a todos os homens para Cristo.

DoDom da Fé. Neste Ano da Fé, é importante compreender que «a Fé em Deus, neste desígnio de amor realizado em Jesus Cristo, é antes de tudo um dom e um mistério a receber no coração e na vida e pelo qual devemos agradecer sempre ao Senhor. A Fé é um dom que nos é dado para ser partilhado; é um talento recebido para que produza frutos; é uma luz que não deve ficar escondida, mas iluminar toda a casa» diz o papa Bento XVI. A fé não se refere a coisas, a teorias, a ideologias, refere-se a uma pessoa: o Menino que é a Luz do mundo, o Sol que ilumina tudo e todos. «Tudo se define a partir de Cristo».

Solfejai estas notas e que este Natal leve cada um a seu modo a cantar melodias de Amor e de Paz.

Desejamos a todos os nossos amigos, colaboradores e benfeitores um FELIZ NATAL cheio de bênçãos de Deus. Que o Novo Ano de 2013 seja um Ano de MISSÃO e de Fé.

Texto: P. António Lopes, SVD
Foto: OMP

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Fascínio da criança e Natal de Jesus




1. O sofrimento das crianças comove
Quando, nestes dias, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América do Norte, falava das vítimas dos disparos tresloucados de um jovem de Newtown, a maioria crianças entre os 5 e os 6 anos, e lembrava casos semelhantes ocorridos na América, comoveu-se e teve de limpar algumas lágrimas que lhe corriam da vista. Dizia ele que nessa noite os pais dessas crianças não as poderiam abraçar e dizer-lhes que as amavam, como ele e sua esposa o fariam com seus filhos. E apelava para a oração.

Na verdade, o sofrimento e a morte de pessoas indefesas, sobretudo se vítimas da maldade e da violência de adultos, toca profundamente a nossa sensibilidade e muitos perguntam como isso é possível. Alguns até fazem disso motivo para pôr Deus em causa e bani-lo da sua mente.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mudar de rumo



1. Atropelos da justiça e dos direitos humanos
Ouvem-se muitas vozes, faz-se muito ruido, quase sempre protestando, dizendo mal, atribuindo a terceiros a culpa de todos os males, seja a falência de muitas empresas, o desemprego, a falta de recursos, os cortes na saúde e na educação, a subida dos impostos, as portagens e muitas outras coisas que mexem com o bem estar das pessoas. Muito poucas vezes se ouve alguém confessar os próprios erros ou dizer em que pode contribuir para vencer algumas contrariedades. Então os políticos, quer sejam do governo quer da oposição, nunca admitem falhas.
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Oração para este tempo de Advento!



Caminhamos para o Presépio, para o nosso Belém

"Visite-nos, Senhor, a Tua alegria.
Seja ela o dom que sustém esta hora da nossa vida.

Tenha o poder de reedificar, em nós, o caído,
de aclarar a tenda que a noite atribulou,
de unir aquilo que a pressa ou o cansaço interromperam.
Seja ela o sinal da leveza com que nos vês,
a carícia que nos estendes no tempo,
o assobio do Pastor que inaugura as tréguas.

Dá-nos Senhor, neste tempo,
a alegria como alento revitalizador:
inscreva ela em nós o sabor da vida abundante e multiplicada;
perfume cada um dos nossos gestos;
traga às nossas palavras a luz daquela estrela
que o Teu Nascimento para sempre acendeu.

Que o Teu Nascimento inspire cada um dos nossos renascimentos
Que a Tua presença, nos ensine o que significa tornar-se presente
E o dom que fazes de Ti, nos ajude a tecer a vida
como quem entretece uma história de amor."
José Tolentino Mendonça

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A semente foi lançada à terra


A Missão no Cavaleiro e na Fataca (S. Teotónio) está a acontecer. Desde o dia 24 de Novembro, estas duas pequenas povoações estão a viver uma experiência muito importante: um tempo forte de evangelização. Nas Assembleias familiares ou no encontro com as pessoas nos montes dispersos, os missionários locais (pároco, diácono, comunidade religiosa espiritana e um punhado de leigos) levam a Palavra de Deus que é acolhida com alegria e entusiasmo.
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sínodo diocesano de Beja




1. Busca da Verdade

A Verdade te libertará, é o lema escolhido para o nosso Sínodo diocesano de Beja, singularizando uma frase de Jesus (Jo 8, 32), dirigida aos judeus que começavam a acreditar na sua Palavra. Mas o que é a Verdade e como a podemos conhecer?, perguntou Pilatos a Jesus (Jo 18, 38), mas sem intenção de aderir a ela?



É próprio do ser humano o desejo profundo de conhecer a verdade do seu ser, descobrir o sentido da sua existência e de tudo o que o rodeia, assim como de sentir-se amado. Esta é uma inquietação que acompanha toda a história da humanidade. Muitas e variadas respostas têm sido dadas, no entanto continuamos a procurar. Jesus Cristo não hesitou em afirmar: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem me vê, vê o Pai (Jo 14, 5).

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Infância Missionária







“Com as Crianças da Ásia procuramos Jesus”
O Advento é para todos os cristãos o início de um novo ano litúrgico. Todos os anos é como se fosse um começo a caminhar com Jesus. Esta caminhada é feita por todos, desde as crianças até às pessoas com idade avançada. Todos são chamados a um encontro pessoal com Jesus e com os irmãos. A Igreja universal e as Igrejas particulares são chamadas à conversão de vida, à partilha solidária e à celebração jubilosa do Nascimento do Salvador.
Ao começar o Advento, num dos primeiros dias, celebra-se a memória de S. Francisco Xavier, padroeiro das Missões, uma das figuras mais extraordinárias de Apóstolo de todos os tempos. Ao terminar as festas natalícias a Igreja celebra a solenidade da Epifania e a Festa do baptismo do Senhor, celebrações da manifestação do Senhor, o Missionário do Pai, a todos os povos.
A Obra da Infância Missionária, nascida em Maio de 1843, com o lema “crianças ajudam crianças” quer incutir e fortalecer a dinâmica missionária da Igreja, nas crianças e adolescentes, através da oração e da partilha.
Nos próximos cinco anos, em Portugal, é proposto um percurso ao longo das 4 semanas do Advento, que pretende estabelecer uma comunhão com toda a igreja, mas sobretudo uma caminhada com todas as crianças do continente asiático. O tema deste ano para o dia da Infância Missionária, a 6 de Janeiro, é: “Com as Crianças da Ásia procuramos Jesus”. É uma primeira etapa. Posteriormente, será África, a Oceania, a América e, por fim, em 2017, a Europa.

Objectivos
Os principais objectivos desta caminhada, apoiada em materiais diversos – procurar e encontrar Jesus, acolher e seguir Jesus – são a grande tarefa da Missão. As crianças e Adolescentes da Infância Missionária são “missionários” porque ajudam os outros com a sua amizade a procurarem juntos Jesus que passou a vida fazendo o bem.
Além deste primeiro objectivo, pretende-se ajudar os educadores (pais, catequistas e professores) a desenvolver na formação cristã das crianças a dimensão missionária universal; pretende-se, ainda, suscitar nas crianças e nos mais velhos, o desejo de partilhar com as outras crianças, através da oração e da ajuda económica a alegria de ser missionário de Jesus; e, por fim, pretende-se colaborar com outras crianças desta onda missionária para, entre todos, ajudar aqueles que mais precisam em qualquer parte do mundo. Em http://www.youtube.com/watch?v=Gz-4jznBO0Y&feature=plcppoderemos encontrar mais informação sobre esta caminhada e seus objectivos.

Projectos assumidos para este ano
A Ásia é o continente mais extenso e mais povoado. Muitas crianças em muitos países da Ásia são explorada e colocadas a trabalhar como escravas, sem ambiente apropriado ao seu crescimento. São vítimas de fome e doenças, não têm possibilidades de educação e permanecem sem conhecer Jesus. Na Ásia, apenas 2,63% da população é cristã (em 4 biliões de habitantes).
Os projectos a apoiar são: Na Índia ajudar a construir uma escola de ensino básico para crianças e nas Filipinas, garantir as refeições de crianças de um orfanato. São duas formas de responder a desafios concretos. Através das crianças, os adultos, mesmo em tempo de crise, podem colaborar generosamente nestas acções concretas. Há muitos presentes que custam muito e ajudam pouco. O presente de saber escutar, o presente do carinho e do sorriso, ajudam a crescer, a partilhar, a ser feliz.
Todos, grandes e pequenos, neste Natal, procuremos acolher Jesus. Com as crianças, na Solenidade da Epifania, apoiemos o projecto das Obras Missionárias Pontifícias.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

sábado, 1 de dezembro de 2012

Advento, tempo propício para viver a Missão e transmitir a Fé


 

A partir do próximo Domingo entramos no tempo do Advento. O Advento é mais espiritual que cronológico, porque mais do que um tempo, é uma atitude. Não estamos em Advento porque calha, mas porque queremos cultivar a esperança.
 É precisamente isso que fazemos com a coroa de advento. Nos braços da natureza de Outono colocam-se quatro velas que se vão acendendo progressivamente ao ritmo das semanas que faltam para o Natal.
E se neste tempo caiem as folhas das árvores, nós acendemos velas de ilusão. Quer dizer, levantamos a esperança. Enquanto há vida há esperança, dizemos nós.
Mas também podemos dizer, enquanto há esperança há vida. Sempre estamos à espera do menino que vai nascer. A vida é parto. Algo novo e melhor tem que suceder; algo novo e melhor tem que te suceder a ti.
E sempre estamos à espera do MENINO que vai nascer. MENINO com maiúsculas. Oxalá rasgasses os céus e descesses! (Is 63,19), rezamos nós. Parece um sonho, mas o céu rasgou-se e o céu fez-se Menino. O céu e a terra abraçam-se para sempre. Já não há nada que temer. Já estão permitidos todos os sonhos.
Com crescente confiança daremos testemunho do Evangelho do Senhor.

Texto: P. António Lopes, OMP
Foto: Lusa

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ao ritmo do Ano da Fé




Hino do Sínodo Diocesano
Com letra minha e composição do P. Cartageno, o Hino do Sínodo Diocesano irá legendar, celebrar e pôr festa no trabalho de renovação da Igreja que está no Baixo Alentejo, nos futuros trabalhos sinodais.
A Comissão Preparatória do Sínodo escolheu como sua ideia força, “a Verdade te libertará”, tirada do seguinte contexto: ”Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente Meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8,31b32). A Comissão referida concluiu que colocada no singular tinha um maior poder interpelativo. A Verdade revelada, a expressão da Vida divina, é Jesus que disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim” (Jo.14, 6). A expressão, “Acredita em Mim e serás salvo, de sabor Paulino, acentua a dimensão do Ano da Fé, há pouco começado. O resto da letra retoma a novidade do mandato de Jesus, o despojamento dos enviados, evoca a protecção de Nossa Senhora e de S. José, Padroeiro da nossa Diocese e diz em que consiste o Sínodo. A letra é como segue:

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sinais de esperança




1. Esperança activa
Não sei se ouço bem e as minhas fontes de informação serão as melhores e mais verdadeiras. Mas também não reajo apenas por ouvir dizer, mas também pelo que vejo, constato e sinto. Muitas empresas fecham, aumentando o número de desempregados, de todas as idades e níveis sociais. O orçamento do governo para 2013 foi aprovado na Assembleia da República, mas com votos contra de toda a oposição e mesmo de um deputado da maioria governamental e também com muitas manifestações adversas.



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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nossa Senhora das Graças – 27 de Novembro



A segunda aparição de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré realizou-se no dia 27 de Novembro de 1830 (a primeira foi a 18 de Julho desse ano), sábado antes do primeiro domingo do Advento. Neste dia, estando a venerável irmã na oração da tarde na Capela da Comunidade, rua du Bac, Paris, a Rainha do Céu mostrou-se, primeiro, junto ao arco cruzeiro, do lado do ambão, onde hoje está o altar da" Virgo Potens", e depois por detrás do Sacrário, no altar-mor.

"A Virgem Santíssima, - diz a irmã Catarina - aparece e estava de pé sobre um globo, vestida de branco; véu branco a cobrir-lhe a cabeça, manto azul prateado que lhe descia até aos pés. As suas mãos erguidas à altura do peito seguravam um globo de ouro, e por cima do globo havia uma cruz... Tinha os olhos erguidos para o céu, e o seu rosto estava iluminado enquanto oferecia o globo a Nosso Senhor Jesus Cristo”.



Senhora do Globo

Enquanto A contemplava, Catarina ouviu uma voz que lhe disse: "Este globo que vês representa o mundo inteiro e especialmente a França, e cada pessoa em particular. Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem. Os raios mais espessos correspondem às graças que as pessoas se recordam de pedir. Os raios mais delgados correspondem às graças que as pessoas não se lembram de pedir.“

Enquanto Maria estava rodeada duma luz brilhante, o globo desapareceu das suas mãos. Formou-se então em torno da Virgem um quadro, em forma oval, em que estavam escritas em letras de ouro estas palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".

Então uma voz se fez ouvir que dizia: ’'Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem indulgenciada, receberão grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço; hão-de ser abundantes as graças para as pessoas que a trouxerem com confiança.“



Vinde aos pés deste altar

E continua a jovem irmã Catarina Labouré: “No mesmo instante, a imagem luminosa transformou-se. As mãos carregadas de anéis, que seguravam o globo baixaram-se, e abrindo-se, despejaram raios, sobre o globo em que a Virgem pousava os pés, esmagando a serpente. Depois, o quadro voltou-se, mostrando no reverso, ao centro, a letra M (monograma de Maria), por cima do M, uma cruz sobre uma barra; por baixo do monograma havia dois corações: o da esquerda, cercado de espinhos, o da direita, transpassado por uma espada. Eram os corações de Jesus e Maria. Por fim, uma constelação de doze estrelas, em forma oval, cercou este conjunto”.

O primeiro Papa a aprovar e abençoar a Medalha Milagrosa (como começou a ser chamada pelo povo) foi o Papa Gregório XVI, confiando-se à protecção dela e conservando-a junto de seu crucifixo. Pio IX, seu sucessor, o Pontífice da Imaculada, gostava de dá-la como prenda particular da sua benevolência pontifícia.

Graças a esta difusão prodigiosa, foi-se radicando mais e melhor no povo cristão a fé no dogma da Imaculada Conceição de Maria, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX. A partir daí Nossa Senhora ficou também conhecida por Nossa Senhora da Medalha Milagrosa ou Nossa Senhora das Graças.

Das aparições da Rue du Bac nasceram duas Associações A Juventude Mariana Vicentina e a Associação da Medalha Milagrosa (AMM), presentes em muitos países do mundo inteiro, incluindo Portugal. Nas Missões Populares, “o tesouro da Medalha Milagrosa” é entregue a todos os participantes na celebração “Maria, estrela da Evangelização” e nas visitas aos doentes.

 


 


Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO




Ó Maria concebida sem pecado,

rogai por nós que recorremos a vós



Senhora da Medalha Milagrosa,

a Santa Catarina revelada:

ó Senhora das Graças, Mãe ditosa,

conservai nossa vida imaculada.


A quem trouxer com fé vossa medalha,

a todos os que cantam vossas glórias,

ó Senhora do mundo, imaculada,

transformai nossas lutas em vitórias.


Senhora, Virgem Mãe imaculada,

isenta de pecado original:

vossa vida foi toda para Deus,

num só gesto de entrega sem igual.





P. Agostinho Sousa, CM

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Grupo Missionário paroquial de S. Teotónio anima Missão no Cavaleiro e na Fataca




Na tarde do dia 24 de Novembro as comunidades do Cavaleiro e da Fataca, pertencentes à extensa paróquia de S. Teotónio acolheram a Missão que se prolonga até ao dia 8 de Dezembro. Após um tempo de preparação e de um intenso porta a porta pelos agregados familiares dos centros habitacionais e, sobretudo, pelos montes dispersos, chegou o dia do Envio.
Esta Missão tem a particularidade de ser animada pelo Grupo Missionário paroquial (GMP) de S. Teotónio, liderado pelo pároco, P. Abílio, pelo diácono José Inácio e pelas 3 Irmãs Espiritanas da Zambujeira do Mar e composto por mais uma dúzia de pessoas da paróquia e de algumas das aldeias da periferia. Este grupo, no sentir e impulso da Carta dos Bispos sobre o Rosto missionário da Igreja (nº 20), tem feito uma caminhada de encontros de formação geral e específica para o desempenho e vivência desta tarefa.
No Cavaleiro, na Eucaristia de Envio, os animadores, depois do rito da imposição das mãos, receberam a cruz, símbolo da Missão. Presidiu à Eucaristia o Pároco, sendo concelebrante o Director do Centro Diocesano missionário que fez a homilia e o envio. No ofertório solene foram levados ao altar, além do pão e do vinho, vários sinais e dons, a começar pelas catequeses que serão a base de reflexão nas Assembleias Familiares. Estão previstas 3 Assembleias no Cavaleiro e 2 na Fataca. No final da Eucaristia foi feita a bênção e coroação da Imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Igreja do Cavaleiro.
De seguida, a equipa missionária e os animadores rumaram até à Fataca, para as instalações da antiga escola primária, onde já se encontrava a comunidade reunida, junto ao andor da Imaculada Conceição, trazido de S. Teotónio. Aqui, após um cântico de louvor, da apresentação dos animadores, da alocução dos padres presentes, convidaram-se as pessoas para as assembleias e foram apresentados os objectivos da Missão. Seguiu-se a oração do terço e a bênção final.
A Missão está na rua, nos montes, nas casas. Que os animadores, com a presença terna da Mãe de Deus e da Igreja, sejam dóceis ao Espírito que os envia e se tornem instrumentos nas mãos de Deus para levar a bom termo e a dar frutos a Missão que agora começou!


P. Agostinho Sousa
CDM/Beja

sábado, 24 de novembro de 2012

A Fé leva à Missão, ao anúncio claro e apaixonado por Jesus!”






 – Entrevista ao P. António Lopes, SVD, Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias



O P. António Lopes (P. AL), natural da Aldeia da Ponte, diocese da Guarda, depois da sua formação em Portugal e da ordenação presbiteral em 1986, recebeu como destino missionário o Togo. Foi director e professor no Instituto S. Paulo e após ter feito estudos sobre a Sagrada Escritura em Paris regressou ao Togo e foi também director de um Centro Bíblico de Lomé, a capital daquele país. De regresso a Portugal integrou-se na comunidade de Tortosendo. Dali foi para Guimarães onde foi Superior durante três anos e assumiu a responsabilidade pastoral da paróquia de S. Cristóvão de Selho.

Desde a sua formação inicial colaborou e promoveu várias publicações de cariz bíblico e missionário.



Rosto e cultura missionários

CDM - Passado pouco mais de um ano da sua nomeação para o cargo de Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias que balanço pode fazer?

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

MISSÃO POPULAR EM VILA NOVA DE SANTO ANDRÉ


A convite do Padre Agostinho, missionário vicentino e responsável pelo Centro Diocesano Missionário, fiz parte duma equipa missionária constituída por cinco pessoas: Padre Agostinho e Padre Álvaro, vicentinos, Irmã Celina, da Congregação do Bom Pastor, Irmã Gorete, Espiritana e eu, leiga da paróquia de Santa Luzia.

A Missão decorreu de quatro a dezoito de Novembro, tendo sido preparada com muita antecedência pelo Padre Agostinho em colaboração com o pároco, o Padre António Novais que não se poupou a esforços para anunciar a Missão.
No domingo, dia 4 de Novembro, na Eucaristia do Envio os Missionários e os animadores das comunidades após a imposição das mãos, receberam a Cruz da Missão, símbolo do envio, força e presença de Cristo. Na noite de sábado houve uma vigília missionária.
Na segunda-feira, dia 5, fizemos o reconhecimento de todas as comunidades formadas em número de onze que funcionaram em lugares públicos e em casas particulares. Nas comunidades formadas, durante a 1ª semana, trabalharam-se os seguintes temas: “A Religião preocupa – nos? Ela o que é?”;“Jesus, o Filho de Maria é o Redentor”; “Maria, Mãe da Família Cristã” e “Nós, que cremos em Jesus, formamos uma grande família”.
A equipa missionária, além de visitar regularmente pessoas idosas e doentes, todas as noites, visitava as várias comunidades para ouvir testemunhos e incentivar a partilha.
No sábado, dia 10, tivemos a visita do Senhor Bispo, que connosco rezou as Laudes, visitou doentes, teve encontros com jovens, com crismandos e crismados. Ainda participou num magusto muito animado, organizado pelos escuteiros e catequistas.

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