segunda-feira, 30 de setembro de 2013

“Enviou-me a anunciar a Boa Nova aos pobres”

 

Estamos a começar o mês de Outubro. É um tempo com um grande cariz missionário não só porque abre com a memória de Santa Teresinha do Menino Jesus mas também porque se celebra o dia Mundial das Missões, este ano a 20 de Outubro. Oração, reflexão, acções e jornadas missionárias são algumas das realizações que vão dando tonalidade missionária à vida das comunidades e que provocam uma maior incidência na dimensão missionária da Igreja.

Por coincidência ou não, nestas primeiras semanas, realizam-se três Missões Populares, em três dioceses diferentes. O espírito e o carisma de Vicente de Paulo continuam bem actuais. O lema que ele deixou aos Padres da Missão, o mesmo que percorre as páginas do Antigo Testamento (Isaías) e se tornou mais forte e presente na vida de Jesus de Nazaré (o Espírito do Senhor está sobre mim e enviou-me …Hoje cumpriu-se o que acabais de escutar), torna-se urgência no início da Igreja e, nos nossos dias, é a resposta concreta e forte para as ânsias e esperanças dos homens e mulheres deste nosso tempo.
Ele envia-nos para, sem medo, servir a causa do reino, para levar a Boa Nova, para ser Suas testemunhas (sede minhas testemunhas, em Jerusalém e em todas as nações).

- Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, diocese de Santarém


A Missão Popular na planície ribatejana acontece de 29 de Setembro a 13 de Outubro. A Eucaristia vespertina e Procissão em honra de S. Miguel, Arcanjo, padroeiro de Marinhais, foi o primeiro acto deste tempo forte de evangelização. A Eucaristia do Envio, tornou mais visível a força do Espírito Santo, o protagonista da Missão, que tocou o coração de muita gente que abriu as portas de suas casas para acolher as cerca de 20 comunidades, bem como dos Animadores que, à luz da Palavra de Deus vão fazer a experiência das primeiras comunidades.
Marinhais é uma paróquia que está confiada aos padres vicentinos, à comunidade de Salvaterra de Magos, e tem como responsável directo, o P. João Maria. A equipa missionária é constituída pelo P. Agostinho, pela Irmã Gorete, Missionária do Espírito Santo e pela Arlete, leiga missionária.

- Madalena, concelho de Chaves, diocese de Vila Real


Na mesma data, e mais a norte, em plena cidade de Chaves, acontece a Missão Popular na paróquia da Madalena. Confiada aos padres vicentinos há 2 anos e o pároco é P. José Alves. Depressa a paróquia sentiu-se desafiada a um tempo novo de evangelização. Além da sua área geográfica, envolveu mais alguns núcleos um pouco distantes do centro da cidade mas, também eles, ao cuidado pastoral deste sacerdote.
Após o tempo de preparação, constituíram-se 19 comunidades que vão funcionar em 4 dias, reflectindo, em conjunto, vários temas que ajudam a alimentar a fé, a viver a comunhão e a assumir compromissos na comunidade cristã.
Tendo em conta a mobilização para todas as idades, as próximas acções – Via Lucis, para adultos e largada de balões, para as crianças – levarão o anúncio às ruas e lugares. A frase “Vem à Missão, conhecer Jesus!” lançada nos balões, será um desafio e um convite para que ninguém fique indiferente e possa participar, nos dias seguintes, nas comunidades e nas celebrações da Missão.
A Equipa missionária é constituída pelo P. José Maria Pereira, CM, pela Irmã Conceição, Hospitaleira da Imaculada Conceição e pela Irmã Glória, Filha da Caridade.

- Arões – Concelho de Vale de Cambra, diocese de Viseu


Já na próxima semana, de dia 6 a 20 de Outubro, nova equipa entra ao serviço da Missão: os padres Álvaro Cunha e Fernando Soares e a leiga missionária, Célia.
Desde o anúncio, a comunidade de Arões, com o seu pároco, P. Eurico, assumiram a dinâmica da Missão e, em todas as reuniões, dezenas de pessoas foram reflectindo e, como resposta concreta, foram criando materiais para levar a todos o anúncio da Missão e para que todos fossem envolvidos por ela. Desse dinamismo criativo fomos dando nota em outros apontamentos. Nem o facto de ser uma comunidade dispersa intimidou os responsáveis locais; antes pelo contrário, exigiu esforço, disponibilidade e vontade para se fazer uma preparação cuidada e comprometida.
 
Três Missões Populares, em três dioceses, em ambientes diferentes. O mesmo Senhor nos envia e o Mesmo Espírito nos anima. Em comunhão, e ao jeito de Santa Teresinha, mesmo nas coisas pequenas coloquemos o Amor que tudo transforma e, como ela, façamos uma cadeia de oração pela Missão, pelos Missionários, pela Igreja.

P. Agostinho, Missão Popular Vicentina

e CDM/Beja

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

27 de Setembro: Vicente de Paulo – O Santo da Caridade e da Missão

"Voltemos a nossa mente e o nosso coração para São Vicente de Paulo, homem de acção e de oração, de organização e de imaginação, de comando e de humildade, homem de ontem e de hoje. Que aquele camponês das Landes, convertido pela graça de Deus em génio da caridade, nos ajude a todos nós a pôr mais uma vez as mãos no arado - sem olhar para trás - para o único trabalho que importa, o anúncio da Boa Nova aos pobres..."
(João Paulo II)


Vicente de Paulo nasceu na cidade de Pouy, na França, a 24 de Abril de 1581. Filho de pobres camponeses, manifestou o desejo e gosto para o estudo. Entrou para o seminário e foi ordenado padre ainda muito novo, com apenas 19 anos de idade.

O início da sua vida sacerdotal foi marcado por muitas dificuldades e desacertos. Inicialmente, estava muito preocupado em ajudar a sua família e em conseguir alguma estabilidade financeira. Diante de uma série de fracassos, foi amadurecendo e, sobretudo a partir de 1612, lançou-se inteiramente no serviço aos pobres.

Em contacto com os camponeses, conheceu o estado de abandono religioso e a miséria em que viviam as populações do campo. Percebeu que os pobres tinham necessidades urgentes e que, para ser fiel a Cristo, era preciso servi-los. Começou, então, a pregar missões entre os pobres e a organizar diversas obras de caridade.


Passando a residir em Paris e enfrentando uma época de guerra, confusão política, de grandes problemas sociais e, também, de desorganização da Igreja, o padre Vicente de Paulo passou a dedicar-se inteiramente à evangelização e ao serviço dos pobres.

Para este fim, fundou a Congregação da Missão e a Companhia das Filhas da Caridade. De muitas maneiras e com criatividade, desenvolveu uma intensa acção caritativa e missionária, sempre contando com os padres e irmãos de sua Congregação, com as irmãs de Caridade e com muitos leigos generosos.

Entendia que o pobre é a imagem de Cristo desfigurado a quem devemos servir. E a Igreja deve estar ao seu serviço. Por isso, actuou na reforma da Igreja, sobretudo, na formação do clero e dos seminários.

Morreu em Paris, a 27 de Setembro de 1660. Foi beatificado a 13 de Agosto de 1729 e canonizado a 16 de Junho de 1737. A 2 de Maio de 1885, o Papa Leão XIII declarou S. Vicente de Paulo patrono de todas as obras de caridade que dele derivam ou nele se inspiraram.
Das Conferências de São Vicente de Paulo,
às Filhas da Caridade.

“Não devemos considerar os pobres segundo o seu exterior, nem segundo o que aparece ao alcance do seu espírito, pois, geralmente, não têm nem o semblante nem o espírito de pessoas racionais, tão grosseiros e terrenos que são. Não obstante, virai a medalha e vereis, à luz da fé, que o Filho de Deus, que quis ser pobre, é representado por estes pobres; que, na sua paixão, ele quase não tinha aparência de um homem e que passava por louco aos olhos dos gentios e por pedra de escândalo para os judeus.

Com tudo isso, ele é o evangelizador dos pobres: “Enviou-me a anunciar a Boa Nova aos pobres”. Devemos revestir-nos desses sentimentos e fazer o que Cristo fez, isto é, cuidar dos pobres, para curá-los, consolá-los, socorrê-los e ampará-los.

O próprio Cristo quis nascer pobre, escolheu discípulos pobres, quis servir os pobres, colocar-se no lugar dos pobres, chegando a dizer que o bem ou mal que fizermos aos pobres os considerará como feitos a Si próprio: “Tudo o que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos, é a mim que o fazeis!”

Se Deus ama assim os pobres, ama por consequência todo aquele e aquela que ama os pobres, sendo, desse modo, seus amigos e seus servos. Deste modo, temos razões para esperar que, pelo amor aos pobres, Deus nos ama também.

Portanto, quando formos ver os pobres, esforcemo-nos por penetrar nos sentimentos deles, para sofrer com eles, para termos as mesmas disposições do grande Apóstolo, que dizia: “Fiz-me tudo para todos”.
Vicente de Paulo

Serviço da Missão Popular da PPCM


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

RECOMEÇAR



Ao iniciarmos um novo ano pastoral, saúdo todos os cristãos e pessoas de boa vontade residentes na área da diocese de Beja, com os seus 17 concelhos (14 do distrito de Beja e 3 do Alentejo Litoral) e peço-lhes a atenção para estas breves considerações de um bispo preocupado com o bem de todos.

No próximo sábado, 28 de Setembro, a partir das 9,30 horas da manhã, chegam ao Centro Pastoral de Beja pessoas vindas de todas as paróquias, serviços e movimentos da diocese, para celebrar o XXXI Dia Diocesano, instituído pelo saudoso D. Manuel Falcão, que marca anualmente o reinício das atividades pastorais na diocese de Beja.

No ano passado abrimos o Sínodo diocesano, que está a decorrer. Por isso gostaríamos de contar com todos os membros do Sínodo e os colaboradores na vida e missão da Igreja diocesana. É um momento de encontro, de alegria e de planeamento do nosso ano pastoral. Por isso vamos com alegria para este encontro da família diocesana. O Bispo deseja ver-vos, saudar-vos e comprometer-se convosco.

1. Recomeçar
A 11 de Outubro de 2012 começamos um Ano da Fé, 50 anos depois do início do concílio Vaticano II, convocado pelo bom Papa João XXIII e que despertou na Igreja e no mundo uma onda de esperança. Dum ambiente fechado, cheio de temas e assuntos tabus passou-se a um ambiente primaveril na vida da Igreja, interessada em promover a paz, o bem-estar e o entendimento entre todos os povos, apesar da diversidade de culturas e de religiões. Voltou a sentir-se que Jesus Cristo veio para salvar toda a humanidade e a Igreja não pode adormecer sobre as suas certezas, mas torná-las perceptíveis e credíveis a todos, sem fanatismos, mas com muito amor.


Terá isto acontecido? Em que falhámos? Como reavivar o ardor da esperança, tornar o evangelho e a pessoa de Jesus próxima de todos, viver a alegria de sermos salvos?

De uma Igreja voltada para si mesma, para os seus problemas e questões internas a uma Igreja aberta aos problemas da humanidade, disponível para colaborar com todos os homens de boa vontade, apesar das legítimas diferenças, foi uma revolução copernicana, mais parecida com o seu Mestre e Senhor, Jesus Cristo, que veio para os pobres, os doentes, os pecadores, e não para os justos. Retomar o espírito do concílio e das origens é uma tarefa de sempre. Ver e agir com os olhos de Jesus, com a frescura, a fé e confiança dos padres conciliares, saber ler os sinais dos tempos e ser profetas da esperança, vencendo a tendência pessimista dos profetas da desgraça, eis o que desejo para a nossa diocese e os nossos colaboradores na missão, para esta Igreja em caminhada sinodal.

Será este o espírito e a atitude que reina entre nós, na Igreja de Beja? Onde estão as nossas dificuldades e omissões?


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Missão @dgentes: ide e anunciai


No passado fim-de-semana todos os caminhos foram dar a Fátima. Foram três dias fortes, muito diversificados e bastante concorridos.


1 – Reunião dos Directores diocesanos dos Secretariados das Missões.
Os responsáveis pelas Obras Missionárias Pontifícias (OMP) convocaram os directores diocesanos da animação missionária para permuta de experiências, de modo particular, sobre o Mês de Outubro Missionário (Obra da Propagação da Fé) e da Obra da Infância Missionária. Foram apresentados os materiais produzidos para estes dois momentos de oração, reflexão e partilha. Há iniciativas muito belas e desafiantes e também há vontade de fazer mais e melhor, abrangendo todas as dioceses do continente e ilhas.
Trocaram-se impressões sobre as Jornadas Missionárias, a Peregrinação da Missão, o levantamento dos missionários de cada diocese a trabalhar em território de Missão. Falou-se ainda da criação dos Centros Missionários Diocesanos (CDM) bem como dos Grupos Missionários Paroquiais (GMP) de modo a dar cumprimento à Carta dos Bispos “Para um Rosto Missionário da Igreja em Portugal”.

2 – XVI Jornada Missionária Nacional e II Jornada Nacional da Pastoral Juvenil
Pela primeira vez, a programação da Jornada Missionária foi em conjunto com a Pastoral Juvenil. Sabendo-se do grande crescimento da resposta jovem ao voluntariado missionário e na sequência da Jornada Mundial da Juventude, sua temática e envolvência, os responsáveis destes dois organismos, num rasgo de comunhão e de complementaridade, decidiram arriscar este modo de viver a Jornada. Foi uma aposta conseguida.
As quatro centenas de participantes, a linguagem e a animação, as questões explanadas e reflectidas, os testemunhos dados, mostraram que é possível caminhar juntos e viver a Missão, em sintonia de propostas e respostas. O programa variado, rico e bem orquestrado, agradou a todos. Esta constatação verificou-se na vivência dos três dias e levou os responsáveis a anunciar iniciativa idêntica no próximo ano.
“Missão @dgentes: Ide e anunciai” foi o tema geral. O Evangelho é o de sempre e para todos. O nosso tempo e as novas questões exigem métodos e linguagens diferentes e um ardor missionário mais audaz e mais interpelativo. O testemunho, a fidelidade e a humildade, são os melhores meios e modos para viver a Missão. A docilidade ao Espírito Santo e a vivência do mandato “Como Eu vos fiz, fazei vós também” são a melhor escola para aprender a ser missionário.



3 – Família Vicentina celebra os 200 anos de Ozanam
Vindos do norte e do sul, do interior e do litoral, membros dos vários Ramos da Família Vicentina rumaram a Fátima para celebrar a Caridade, tendo como modelo e protector, Frederico Ozanam. Perto de um milhar de pessoas, de todas as idades, leigos e consagrados, foram apreendendo, a partir das várias encenações e reflexões que foram apresentadas no palco do auditório do Centro Pastoral Paulo VI, a vida, o testemunho e a audácia de Ozanam e seus companheiros. O seu pensamento, sintetizado em pequenas e eloquentes frases, tais como: “vamos reunir o mundo numa rede de caridade”, ou é tempo de unirmos à palavra a acção e de demonstrarmos em obras a vitalidade de nossa fé", ou ainda“vamos aos pobres, socorrendo o nosso próximo, como fazia Jesus Cristo, colocando a nossa Fé sob a protecção da Caridade", expressam bem o amor que ele sentia pelos pobres, amor que incutiu aos que o rodeavam e que hoje, mais do que nunca, continua a ser um desafio permanente a exigir respostas concretas, não só à SSVP – Conferências vicentinas, mas a todos os que bebem de S. Vicente de Paulo a mística da Caridade e da Missão.

4 – Peregrinação do Apostolado da Oração
Centenas de estandartes anunciavam algo de importante: a peregrinação nacional do Apostolado da Oração. A figura do Coração de Jesus aparecia em todos estes sinais e uniam-se à grande estátua que está no centro do recinto da Cova da Iria. O acontecimento ia muito mais para além de estandartes e estátua pois significava o grande Amor de Cristo pela humanidade e também a oração de muitas e muitos, a qual é a grande “arma do apostolado”. Ir à fonte de onde brota o Amor é uma força vital para a Missão. Centros ou núcleos das terras mais pequenas ou maiores estavam ali para sentir o palpitar do Coração de Jesus e estar em comunhão com Ele. O oferecimento das obras de cada dia e a união com as intenções do Santo Padre são uma força que une corações e sentimentos e ajuda a ver a vida e o mundo com um novo olhar.
Neste grande encontro, aconteceu uma reunião com os directores nacionais do Movimento do Apostolado da Oração de quase todos os países da Europa, também ela, sinal de comunhão entre os povos.


5 – Envio em Missão
Está em pensamento, e começa a dar os primeiros passos, a Peregrinação da Missão. A Missão é a de Jesus Cristo: é de ontem, de hoje e de sempre.
Missão ad gentes ou Missão Popular, animadas e vividas pelos vários carismas de congregações e institutos religiosos, promovidas e apoiadas pelas dioceses, paróquias ou grupos, tudo é anúncio de Jesus Cristo, o único Salvador.
Este ano, na grande celebração internacional, a exemplo do ano anterior, para além do presidente da assembleia celebrativa pertencer á Comissão Episcopal da Missão, Nova Evangelização e Ecumenismo e de serem lidas as conclusões da Jornada Missionária, também houve o envio de Missionários: para a Missão ad gentes e para a Missão Popular. Após a imposição da cruz da Missão, de forma espontânea, a assembleia brindou os enviados com uma salva de palmas. Alguém comentava este gesto inédito: “É necessário que as multidões percebam o que é dar-se, partir, ser testemunha!”.  

Um fim-de-semana cheio de acontecimentos e momentos felizes. A diocese de Beja esteve presente em todos estes momentos. Daqui e dali, todos vieram e partiram. A alegria, o encontro, a partilha, a oração, a paixão pela missão e pela caridade, deram ânimo e força a todos os que, junto da Mãe e como Ela, quiseram abrir o coração a Deus para que Ele continue a fazer maravilhas na vida de todos e de cada um.

P. Agostinho Sousa, CM  

domingo, 22 de setembro de 2013

Jornadas Missionárias – II Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil CONCLUSÕES


Em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI, de 20 a 22 de Setembro, decorreram as Jornadas Missionárias 2013 e as II Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil, organizadas pelas Obras Missionárias Pontifícias e pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil.
Os participantes, cerca de quatro centenas e na sua maioria jovens, refletiram através de conferências, workshops, partilha e testemunhos, o tema “Missão @ad gentes: Ide e anunciai”. Tendo como pano de fundo as Jornadas Mundiais de Juventude 2013 e a presença do Papa Francisco com a sua mensagem concreta e as suas atitudes, os participantes nestas jornadas chegaram às seguintes conclusões:


- O território da missão não é um espaço geográfico mas o coração de cada homem e de cada mulher, que a missão é sempre jovem e que a chave da missão e da evangelização é o testemunho.

- Tendo mudado o paradigma do conhecimento e da credibilidade da experiência religiosa, Deus continua a revelar-se, a estar presente e a manifestar-se hoje na história e nos ritmos da cultura e das suas manifestações e mutações, como sempre o fez.

- As comunidades cristãs e seus agentes, olhando para as culturas juvenis, devem fazer a descoberta de que Cristo está a atuar, a convocar-nos à abertura, ao diálogo e à conversão, sentindo-nos chamados a recuperar uma capacidade de discernir os sinais de Deus neste contexto e os apelos de conversão que Ele nos faz.

- Os jovens, como “lugar de missão,” na sua novidade e diferenças, exigem uma clarificação do que temos de relevante a dizer e de que modo o poderemos realizar.  Esta tarefa de anúncio da fé em Jesus Cristo tem que ser feita com uma vontade sincera em que a graça que nos faz viver pode fazer viver outros sem deixarem de ser homens e mulheres do nosso tempo.

- As JMJ e o apelo do Papa Francisco aos jovens “ide, sem medo, para servir” é um desafio extensivo aos cristãos de todas as idades para que a Igreja seja fiel a Cristo, viva ao jeito do Bom Pastor, e realize o seu mandato “como eu vos fiz, fazei vós também”.

- Nesta complexa situação, onde o horizonte do presente e do futuro parece atravessado por nuvens ameaçadoras, torna-se ainda mais urgente levar corajosamente a todas as realidades o evangelho de Cristo, que é anúncio de esperança, de comunhão, de proximidade, de misericórdia, de modo que ele seja luz segura que ilumina os caminhos da humanidade.

- As áreas da cultura, da economia, da família, da bioética e outros campos, alargam horizontes à missão e colocam novos desafios, exigem novas respostas, coragem e alegria para propor o encontro com Cristo, no respeito pela liberdade de cada pessoa.

As próximas Jornadas Missionárias e da Pastoral Juvenil serão nos dias 20 e 21 de Setembro de 2014.

Fátima, 22 de Setembro de 2013


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ide e anunciai




D. António Couto, presidente da Comissão Episcopal das Missões e da Nova Evangelização apresenta o tema das Jornadas Missionárias, que este ano são também Jornadas da Pastoral Juvenil. O dinamismo missionário da Jornada Mundial da Juventude será recordado e apresentado nos dias 20 a 22, em Fátima, onde os jovens terão uma participação relevante.

Agência ECCLESIA (AE): " Missão @dgentes - Ide e anunciai" é o tema das próximas Jornadas Missionárias. Com que novidade o mandato de há dois mil anos será analisado?

D. António Couto (AC): A escolha é claramente por causa do tema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro (Brasil), porque ainda estamos no ano das jornadas e porque a juventude também vai participar. A nossa organização juvenil das JMJ também vai estar presente nestas Jornadas Missionárias.
Vamos pela primeira vez ter uma espécie de fusão entre aquilo que é a organização das jornadas propriamente missionárias e também das JMJ. Eles vão estar presentes e portanto vai haver uma simbiose muito jovem. Serão umas jornadas muito jovens com teor missionário. O “Ide” significa não ficar aqui, nem ali e não ficar assim. Implica mudar. Por isso vamos tentar imprimir este “Ide” no coração e na alma de cada participante e também daqueles que tiverem acesso através de outros meios, por exemplo da comunicação social, a estas jornadas. Como referi, elas vão ter um teor particular porque a juventude das JMJ também vai ter vez e voz nestas jornadas missionárias.


AE: As palavras do Papa Francisco e o ambiente da JMJ estarão presentes? O encontro foi um momento novo de evangelização?

AC: Sim, estará presente. Os jovens encarregar-se-ão desse colorido e desse tom, não só naturalmente mas também com expressões que eles acharem mais oportunas, como o canto, a dança, a oração… E, vai estar presente, sim, o estilo do Papa Francisco. Hoje, não há outra maneira de vermos a Igreja de uma forma simples, alegre, dedicada e apaixonada mas completamente simples, dedicados aos outros.
É esse o caminho por onde temos de ir. É esse o caminho que temos de abrir porque ele não está aberto de todo. Ainda estamos longe de o ter bem aberto. Isto são lampejos que estão a surgir… É esse o caminho que nos pode unir e reunir a todos e que também nos pode ajudar porque quando nós estamos unidos juntos conseguimos ultrapassar qualquer crise. Portanto, pode-nos ajudar nomeadamente a ultrapassar as crises mais diversas em que estamos envolvidos.

AE: A Jornada Mundial da Juventude foi uma oportunidade de evangelizar aqueles que podiam estar mais distraídos?

AC: Sim, houve com certeza muita juventude que foi ao Rio de Janeiro não tanto por causa do Papa Francisco, nem por serem as JMJ, mas para verem o espetáculo que ia acontecer. Mas além do espetáculo temos de lhes dizer que há outra teoria, outro espetáculo que acontece dentro de nós. É para aí que temos de apontar. 
Penso que muitas pessoas foram ao Rio de Janeiro devido à imensa multidão de jovens e nós sabemos todos que os jovens adoram ver grandes multidões. Um jovem sozinho não faz nada, mas uma multidão de milhões é excecional. Depois, cada um há sua maneira foi tocado no seu coração, não só pelas palavras do Papa Francisco mas também pelos testemunhos dos outros jovens e é isso que nós também queremos fazer nas nossas Jornadas Missionárias e que vão ter a clara participação da JMJ.
Penso que nos devemos preocupar por tocar as “cordazinhas” mais finas do coração das pessoas, que se calhar já não tocam há muito tempo. Nós tocamos as mais grossas, mas as fininhas quase nunca são tocadas e são é essas cordinhas fininhas que temos de por a tocar. Isso é, sem dúvida, a nova evangelização, ainda que seja claro que não são tanto novos métodos, nem novas estratégias, nem novos andaimes, é sobretudo uma fidelidade nova, mais intensa para com o Senhor Jesus. Nós não podemos fazer sozinhos uma evangelização nova. Temos de fazer sentir aos jovens e aos menos jovens, a todos, que na minha vida Cristo está comigo, na tua vida Cristo está contigo e que na nossa vida Cristo está connosco e no meio de nós, isso é a nova evangelização.
D.R. - Agência Ecclesia /2013-09-17

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A verdade e luz da fé



1. Papa responde a jornalista

O Papa Francisco não para de nos surpreender. No dia 4 de Setembro escreveu uma carta ao jornalista de La Repubblica, Eugénio Scalfari, que na edição de 7 de Julho e 7 de agosto do mesmo diário questionou algumas afirmações da encíclica Luz da Fé. Afinal a fé ilumina a razão ou escurece a inteligência?

Com o aparecimento do iluminismo no século XVIII difundiu-se a ideia que só a ciência e os seus métodos dignificam a razão e ajudam a descobrir a verdade. Neste caso a fé seria sempre sinónimo de obscurantismo. Mas a fé cristã não é um objecto possuído pela razão, mas uma relação com uma pessoa, que tanto melhor se conhece quanto mais profundo for o encontro. Isso exige sempre respeito pela alteridade do outro e humildade. Ninguém poderá reivindicar para si uma relação mais profunda e melhor conhecimento da pessoa com quem se estabelece o encontro.

Por outro lado, o Papa diz que a nossa relação com a pessoa de Jesus Cristo nasce e cultiva-se na comunidade da Igreja e por isso deve muito à família e ao ambiente em que crescemos.


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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sabóia e Santa Clara-a-Velha em pré-Missão



Despois das alterações sofridas recentemente por causa da reestruturação do serviço de paroquialidade (o P. Júlio Lemos, além das comunidades de Sabóia e Santa Clara-a-Velha, assumiu a paróquia de S. Teotónio) e de apoio pastoral e religioso (as Irmãs Missionárias do Espírito Santo-Espiritanas, deslocaram-se de Zambujeira do Mar para Sabóia), esta zona sul do concelho de Odemira, recebeu o anúncio da Missão Popular.
Neste fim-de-semana, mais propriamente no sábado, a comunidade de Pereiras-Gare, na igreja dedicada a Nossa Senhora das Graças, celebrou a Eucaristia e no final, os presentes, partilharam a experiência da Missão Popular que aconteceu na década dos anos oitenta e que deu origem à edificação da igreja. Todos, a começar por um grupo de gente nova, se comprometeram a rezar bem como a levar a mensagem a outras pessoas que, por razões várias, não puderam comparecer.

Também a comunidade de Luzianes-Gare se congregou para a celebração dominical e para receber o anúncio da Missão. Aqui, mesmo não havendo ninguém que se recordasse de alguma missão em tempos idos, as pessoas mostraram-se disponíveis para a vivência deste momento de graça para a sua terra.
Na Igreja centenária de Santa Clara-a-Velha, no domingo, o sino tocou para anunciar a celebração do dia do Senhor. As pessoas congregaram-se para a Eucaristia. No final, houve tempo de partilha e de lançamento da missão. Era notório, a memória de uma experiência missionária. Recordaram-se cânticos, a visita da Senhora das Missões e algum material que o missionário ofereceu às pessoas. Foi belo recordar estes momentos! Com esquema idêntico, foi proposto o caminho a percorrer até ao próximo mês de Março, mais precisamente, de 9 a 23, data em que acontece a Missão.
A Paróquia de Sabóia, foi a última a receber a mensagem. Agora que vai acolher as Irmãs Espiritanas, a comunidade acolheu o repto e começa a fazer um novo caminho, consciente de que algo de novo vai acontecer. A Missão, agora anunciada, está na rua. Aqui, como nos outros lugares, lembrou-se o desafio permanente do Papa Francisco: “não pretendo uma igreja parada, mas uma Igreja missionária”. Com o pároco, foi acertado novo calendário de encontros, os quais ficaram marcados para o último fim-de-semana do mês de Outubro. A partir de agora, e nos próximos meses, as gentes destas comunidades - porque são os primeiros missionários - vão trabalhar mais afincadamente no acolhimento e na preparação deste tempo forte da Missão.


P. Agostinho Sousa, CM/Beja

sábado, 14 de setembro de 2013

Vale de Água e São Domingos acolheram a Equipa d’ África



Vale de Água e São Domingos acolheram, pela quarta vez consecutiva, por 15 dias, quatro jovens da Equipa d’ África. Foi uma parceria com a Junta de Freguesia de Vale de Água e com a Casa do Povo de São Domingos.
Compromisso, dedicação e vontade genuína de ajudar quem precisa é o lema da Equipa d’África, uma organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD) com sede em Lisboa que, este ano, fez cinco novas missões de voluntariado, em Moçambique e em Portugal. As acções em África estiveram centradas no apoio aos mais novos, na área pastoral e da educação. Em Portugal, as equipas foram distribuídas por três concelhos (Gavião, Almeida e Santiago do Cacém), no apoio à terceira idade e aos deficientes.
«Cada vez há mais jovens a quererem olhar pelos outros». Alguns podem pensar no voluntariado como uma forma de fazer turismo fácil, mas «no nosso grupo só aceitamos voluntários comprometidos com a missão, que estejam disponíveis para ajudar com dedicação e com o coração. Para nós, o voluntariado não é fazer turismo fácil», explicou o responsável pela comunicação da Equipa d’ África, Miguel Jarimba.
Fundada há 15 anos, a ONGD é constituída maioritariamente por jovens universitários, dos 18 aos 30 anos. Anualmente, desenvolve projectos de voluntariado missionário e actividades de cooperação social e pedagógica em Portugal e Moçambique, com o objectivo de melhorar as condições de vida das populações locais. Este ano, as missões africanas centraram-se nas povoações de Metoro e Macomia. As duas equipas, de quatro elementos cada, partiram no dia 30 de Julho, para um mês e meio de trabalho. No essencial, deram apoio ao estudo, fizeram animação juvenil e auxiliaram no trabalho pastoral.
Em Portugal, os 12 voluntários, distribuídos por três equipas, estiveram os 15 dias (de 30 de Julho a 15 de Agosto) em Vale de Água/S. Domingos, Almeida e Gavião, envolvidos em actividades dirigidas aos utentes de casas do povo, centros de dia e de unidades de apoio a pessoas com deficiência. Embora reconheça que a definição está muito batida, Miguel Jarimba não deixa de a utilizar por entender que é a que mais se adequa à expectativa que reina no grupo em cada missão: «partimos para dar mas acabamos por receber muito mais».


Recolha CDM/Beja – in Fátima Missionária

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

XXIX ENCONTRO NACIONAL DA JMV

“Testemunha a alegria de crer" foi o tema escolhido pelo Conselho Nacional da JMV de Portugal para o Ano Pastoral 2012-2013. Este tema, profundamente relacionado com o tema proposto pelo Papa Bento XVI para o Ano da Fé, é um apelo para que os jovens marianos vicentinos dêem testemunho e um testemunho alegre da sua Fé em Jesus Cristo. É Ele que os guia pelos caminhos de Maria e de São Vicente de Paulo.
O mesmo tema deu o mote para o XXIX Encontro Nacional da JMV, que decorreu em Felgueiras, no Centro Vicentino de Espiritualidade, de 21 a 25 de Agosto.

Após a chegada, acolhimento e abertura do encontro com dinâmica de formação de comunidades, cerca de 170 jovens, vindos das 3 Zonas de Portugal (Norte, Centro, Sul), passaram à descoberta dos vários sub-temas:”Dúvida e crise vs. Oportunidade e aventura”; “Encontro vs. Sacramentos”; “Fé e missão vs. Testemunho e esperança”. Além da reflexão, houve tempos de oração, celebração penitencial, eucaristias, momentos marianos, testemunhos, workshops, tempo de convívio e de partilha.


Na diocese de Beja, o grupo de Santiago do Cacém é o mais antigo e estão a ser formados grupos JMV em Sines, S. Francisco da Serra e em Vila Nova da Baronia. Neste encontro, de Santiago, participaram mais de uma dúzia de jovens, alguns dos quais pela primeira vez e outros, foram chamados a coordenar comunidades de trabalho e alguns sectores, como o da Liturgia.

Apresentamos dois testemunhos. A Rita Almeida fala-nos da sua primeira experiência como animadora: Antes de ir, grande era o receio de aceitar este desafio de ser animadora durante 5 dias de 10 jmv's que nem se conheciam. O medo de falhar, de não conseguir passar a mensagem, quase me fez dizer que não. Mas, por insistência de alguns (e agradeço-lhes) aceitei sem que os nervos passassem. Acordar de madrugada e fazer uma viagem longa e cansativa, não impediu de chegar a Lagares (Felgueiras) com muita alegria para rever amigos, receber formação e aprender com os mais novos. Ao fim de 5 dias, posso dizer que valeu a pena dizer sim, que renovei a minha fé, que o meu coração vem cheio de paz, que eu venho cheia de força para mais um ano. Sem dúvida que quando nos entregamos a Ele de coração aberto, tudo corre bem e tudo acaba bem, porque só ele basta”.

Também a Beatriz Pereira relata o seu contentamento por ter participado pela primeira vez: “Este foi o meu primeiro Nacional e tenho que admitir que não era o que eu estava à espera. Eu esperava um ambiente muito mais rígido e muito menos divertido. Mas, graças a Deus, estava enganada. Diverti-me bastante e aprendi ainda mais. Quando o cansaço estava prestes a ganhar, um amigo dava-te forças. Valeu a pena a longa viagem de ida e volta e voltaria a repetir sem hesitar. Abri o meu coração e plantei a sementinha. É um orgulho agora vê-la a crescer!
Como este, muitos encontros foram acontecendo ao longo do Verão. Algo de novo foi acontecendo na vida da gente nova. A semente vai sendo lançada. A seu tempo, os frutos vão aparecer. O desafio “Testemunha a alegria de crer" é de todos os dias e para todos: jovens, adultos, crianças, famílias. Vale a pena arriscar, partir, sair de nós, levar aos outros a alegria de viver!

Recolha CDM/Beja – Testemunhos JMV 


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Jovens sem Fronteiras em São Teotónio

Os Jovens Sem Fronteiras (JSF) partilham, em grupo e com a comunidade, a fé e a experiência de fazerem parte de uma Igreja maior do que as suas paróquias nas semanas missionárias que terminaram esta segunda-feira em Portugal.

Nas semanas missionárias, realizadas em tempo de férias, os JSF experimentam “a proposta, que vivem nas paróquias, de uma maneira diferente” revela o padre Miguel Ribeiro, responsável pelo movimento que participou nestas semanas, pela primeira vez, em 1995.
Nestes encontros só participam jovens do movimento que, em grupo e como missionários, partem “para um lugar que não conhecem” para desenvolver várias atividades, em especial o contato com idosos ou crianças, inseridos nas paróquias.
“É profético porque passam dez dias a dormir mal, no chão, às vezes têm balneários para tomar banho outras vezes não, e creio que os JSF conseguem fazer isso numa aldeia de Portugal ou a cinco mil quilómetros”, assinala.
Teresa Lanita, com 17 anos, integra os JSF desde Setembro e participou pela primeira vez numa semana missionária, dando início a uma nova fase da sua caminhada.
“Durante este ano estive a aprender a teoria e sentia que faltava estar ao serviço do outro”, revela a jovem do grupo de Tires, em Cascais, que esteve em S. Teotónio, na Zambujeira do Mar, Beja.
Da semana missionária, que terminou recentemente, sente a marca da evangelização, de “servir Deus e a comunidade” e quer levar este testemunho para a sua vida, para que familiares e amigos “percebam que fazer missão é algo extraordinário e não tem fim”. A vivência em grupo, de onde traz “verdadeiros irmãos”, foi determinante para uma experiência de missão “inexplicável”.
Pedro Cabrita, da paróquia de São Tomás de Aquino, em Lisboa, já participou em várias semanas missionárias e considera que são todas diferentes e desafiantes porque “todas têm as suas particularidades”, oferecendo experiências diferentes.
“Encontramos populações acolhedoras, que estão ansiosas pelo contacto com jovens que chegam para anunciar Deus e acabamos por levar uma mensagem de esperança”, explica.
Em Agosto de 2013 foram 80 os jovens que participaram nas semanas missionárias em Portugal, e 10 no “Projecto Ponte” este ano em Moçambique, sendo a experiência no nosso país obrigatória para a missão «ad gentes».
Segundo o padre Miguel Ribeiro, as diferenças são apenas de ordem prática porque o conceito é o mesmo, inserindo-se “na dimensão da Igreja” e procurando “potenciar” o trabalho de cada local “com novas sugestões”.
“Onde quer que estejamos trabalhamos ao serviço da igreja local de coração cheio”, assinala o responsável que participou em duas “pontes”, em Angola.
O movimento faz 30 anos e o sacerdote sente que é Deus que age porque às inscrições respondem “sempre largas dezenas de jovens”.

Recolha CDM/Beja – in Ecclesia

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Anúncio da Missão Popular em Relíquias e Colos

Nos dias 7 e 8 de Setembro as paróquias confiadas aos Milicianos de Cristo (Colos, Relíquias, Santa Luzia, Vale de Santiago, S. Martinho das Amoreias e Bicos) deram início a um tempo de Missão Popular que se prolonga até final do ano de 2014. “Paróquia: rede de comunidades” é lema que vai conduzir esta acção missionária.
No sábado, no encontro de anúncio da Missão, no salão das Irmãs do Bom Pastor, em Colos, participaram quatro dezenas de pessoas, vindas das várias comunidades. Orientou a reunião o P. Agostinho que apresentou o tema “O que é a Missão Popular”.

Em resumo, foi explicado que a missão é uma acção extraordinária feita na Comunidade paroquial, e que tem por finalidade, evangelizar a Comunidade de modo a que ela se torne evangelizadora e missionária, construindo no seu seio uma Igreja empenhada e responsável; despertar as forças evangelizadoras, latentes na própria Comunidade, de modo a que ela se torne a primeira e principal missionária nas tarefas da Missão; procurar que os leigos se tornem activos e participantes, dando-lhes, ao mesmo tempo, a consciência da importância, do lugar e do papel que eles podem desempenhar na evangelização e nos ministérios da Comunidade; educar a comunidade no sentido da justiça e da solidariedade, levando-a a descobrir respostas adequadas para os estados de pobreza e desigualdade existentes e que podem passar pela criação de um grupo de caridade se ainda não existir.
Foi feito um forte apelo para que todos sejam missionários; que trabalham como agentes importantes nesta acção de evangelização da Comunidade paroquial; que tomem consciência de que é o Espírito Santo quem actua eficazmente no coração de cada pessoa, para a renovar interiormente; que todo o dinamismo vivido em todo o processo da Missão é também obra d’Ele; que a missão só alcança o seu resultado se os cristãos da paróquia, interessados e empenhados nesta acção de Deus presente no seu meio, se unirem, aceitando colaborar como primeiros e principais missionários da sua própria evangelização.
No domingo, nas Eucaristias de Relíquias e Colos, a partir da liturgia da Palavra e dos símbolos apresentados, recordou-se que o cristão é chamado a seguir Jesus, a viver identidade missionária da Igreja, sentindo-se membro activo nesta rede de comunidades. No envio, com a oração pela Missão, fez-se um apelo à participação de todos os paroquianos nesta acção que é de todos e para todos.
A Missão Popular em Relíquias e Colos será de 30 de Março a 12 de Abril; Santa Luzia e Vale de Santiago, de 18 de Maio a 1 de Junho, e S. Martinho das Amoreiras, de 23 de Novembro a 8 de Dezembro.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja