segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Revitalização da Missão - Alvalade

Vocação e Missão
Vocação e missão são inseparáveis. O chamamento traz uma missão concreta e exige uma resposta. Quem é chamado e responde, assume levar por diante o compromisso, com fidelidade e entrega.
Na “Revitalização da Missão” em Alvalade, deu-se relevo às vocações de consagração a Deus: vida sacerdotal, vida religiosa e consagração laical. A paróquia de Alvalade tem sido abençoada filhos seus que vivem vocações de Consagração: Padre Hugo, pároco de Castro Verde, P. Daniel, pároco de Cuba, P. Atalívio, pároco em Castro Marim/Giões, na diocese do Algarve, Irmão Paulo, dos Irmãozinhos de S. Francisco-Beja, Irmã Rosa, franciscana e Maria Inácia, leiga consagrada.

No dia dedicado à Igreja, a comunidade paroquial, quis agradecer a Deus este dom e reuniu-se em celebração litúrgica, presidida pelo Bispo diocesano e cantou a maravilha da vocação e missão dos seus filhos. Por razões de saúde, o P. Atalívio e a Irmã Rosa não puderam estar presentes. Todos os demais se associaram a esta celebração. Durante a tarde, D. António Vitalino visitou as famílias dos sacerdotes e irmãos, num gesto de agradecimento e de presença.
A Eucaristia, solene por natureza, contou com o testemunho de cada um dos vocacionados e foi enriquecida com a presença de muitos familiares e amigos, não só de Alvalade como também das paróquias ao cuidado pastoral do P. Sales. Seguiu-se um jantar-convívio na Casa do Povo, em ambiente de festa e de louvor.

Cuidar da vocação
Foi um momento digno, muito importante e desafiante. Em tempo de Missão ou fora dele é necessário valorizar a vocação e missão dos filhos de cada terra e lugar. Cuidar da vocação, além de rezar e de fazer a proposta, é salutar, criar momentos como este, em Alvalade. São momentos de acção de graças, de estímulo, de testemunho concreto.
Oriundos das paróquias da nossa diocese há sacerdotes diocesanos, de congregações ou ordens, bem como religiosos e religiosas e leigos consagrados.
Será que são todos conhecidos, sabemos o carisma ou missão que exercem, rezamos por eles? Vamos pensar em estimular e acompanhar as vocações, agradecendo a Deus este dom e acarinhando e fazendo-nos presença junto dos que deram o seu sim e vivem a missão na evangelização, no serviço e na caridade.


Evangelização e Família
Na Missão Popular há um dia dedicado à família. É um momento de louvor e de bênção, de presença e de reflexão. Nem sempre é fácil mobilizar e reunir os casais, pais e filhos, para esta celebração. Vai-se conseguindo que alguns participem. A ida às casas da família, seja para a refeição seja para a visita, também ajudam a uma proximidade e a um abrir espaço para este acontecimento.
Num ou noutro caso, as assembleias familiares também conseguem criar laços de vizinhança que, por sua vez, levam a uma participação de mais alguns casais. São pequenos passos que ajudam a levar às famílias uma palavra, uma resposta, uma inquietação. Mas é preciso fazer muito mais.
Em Alvalade, mas não só para esta paróquia, foi promovido um Encontro de Formação direcionado para a Família. Mesmo coincidindo com o Fórum diocesano sobre a Educação, a participação nesta acção ficou muito aquém do que se podia esperar.
É preciso fazer mais e melhor. Como fazer e o que fazer, eis a questão. Mas, cruzar os braços não é atitude evangélica. Ir ao encontro, abrir portas, fazer-se presente, talvez ajude a ganhar a família e a fazer dela mais família e mais igreja.

Comunidades de reflexão
Com maior ou menor dificuldade, na Missão, tem-se apostado nas Assembleias familiares. As resistências, por vezes, são grandes: a falta de animadores, a falta de disponibilidade (horários diversos, camadas etárias diferentes), a pequenez dos espaços, são algumas das dificuldades, mas nem sempre são as maiores. Mesmo assim, vai-se conseguindo lutar contra a corrente.
Em Ermidas-Sado, neste tempo de revitalização da Missão, funcionaram 4 Assembleias. Em Alvalade, foram 5 as Comunidades que retomaram o caminho, começado na Missão de 2009. Os temas “Onde está o teu coração” e “Cristãos comprometidos na comunidade” ajudaram a uma reflexão profunda e a um testemunho que vai continuar, em próximas reuniões, com o tratamento dos temas do Sínodo Diocesano.
A este propósito e neste contexto, e em dia em que se celebrava o 2º aniversário da páscoa de D. Manuel Falcão, foi recordada a frase que este proferiu num Encontro de Assembleias, em Alvalade: “Não podemos concordar em rastejar quando sentimos o impacto de voar”.
Nestas 2 comunidades, o “tempo de Revitalização” com as suas dinâmicas, presença e intensidade de propostas, envolveu as pessoas e as instituições (centros de dia e escolas), lançou desafios e proporcionou vivências muito intensas. Valeu a aposta. Que Deus seja louvado!

P. Agostinho Sousa,


                                                                                                                                                          CDM/Beja

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PREPARAÇÃO DA MISSÃO NAS PARÓQUIAS MILICIANAS

Agendada para as paróquias entregues ao serviço pastoral da Comunidade dos Milicianos de Cristo. Uma vez que é uma zona muito grande e dispersa,  abarcando seis paróquias e diversos montes, esta acção missionária vai realizar-se em três datas diferentes: Colos e Relíquias, de 30 de Março a 13 de Abril, S. Martinho das Amoreiras e Santa Luzia, de 18 de Maio a 1 de Junho; Vale de Santiago e Bicos, viverão o tempo de Missão de 16 a 30 de Novembro.
Após o anúncio nas várias igrejas paroquiais, tem havido reuniões de preparação para os animadores e, últimamente, está a ser feitos os contactos porta a porta, de casa em casa.
A Comunidade miliciana, através da folha dominical, tem apresentado vários textos com  formação e informação sobre este momento importante para a vida das paróquias. O pároco, P. Reuber, fez uma mensagem para as famílias a que deu o nome“Convições para avançar para a Missão”.
Sendo um texto, cheio de ensinamentos, desafios e propostas, faz todo o sentido que seja partilhado com todos.

Convicções para avançar para a Missão
1 - A vida é uma missão. Missão não é uma palavra exclusivamente religiosa, é uma exigência antropológica, faz parte da essência da pessoa, pois não somos perfeitos, somos seres caminheiros. Portanto, não se vive sem missão, ela é o fio condutor da vida. A Bíblia sustenta e radicaliza essa exigência profundamente humana.
2 - A missão tem a ver com os grandes problemas e desafios de hoje. Ela acontece dentro da história, não fora. Missão e transformação libertadora são inseparáveis.
3 - Deus é missão. O Deus da Bíblia é, antes de tudo, Deus-mistério, não é criação humana. Ele é sempre mais do que nós podemos imaginar, não cabe nas nossas definições. Ele revela-se gratuitamente à humanidade porque é Amor. E onde há amor, há missão. Sim, Deus é Missão no grau máximo, mas não é uma missão qualquer, é missão que visa a transformação e a libertação, a todos os níveis. A Bíblia é o depoimento escrito da missão de Deus no mundo. É fundamental ter presente isso para uma leitura fiel da Bíblia.


Ser discípulo missionário de Jesus
4 - Jesus de Nazaré é a revelação plena da missão trinitária. É preciso acolhê-lo na fé e com fé, com tanta humildade e gratidão; é preciso cultivar o encontro pessoal permanente com Jesus Cristo, na oração silenciosa e amorosa, no estudo do Evangelho, na vida comunitária, nas celebrações, nas lutas pela vida e pela ética.
5 - O Espírito Santo é força, luz e graça, para actualizar hoje a missão de Jesus, como o mesmo Jesus disse na hora da despedida: “O Espírito Santo descerá sobre vós, e dele recebereis a força para serdes minhas testemunhas até aos confins da terra” (At 1,8).
6 - Ser discípulo missionário de Jesus Cristo é fonte de imensa e verdadeira felicidade, é uma oportunidade fantástica para viver uma vida verdadeira, profundamente humana e divina. O seguimento de Jesus, único Mestre, é caminho seguro para construir comunhão eclesial, valorizando, ao mesmo tempo, as diferenças que enriquecem.

A Igreja é missão
7 - A Igreja é missão. Ela não inventa a missão, é herdeira da missão de Deus, está ao serviço da missão de Deus, esta é a razão da sua existência, o seu ADN. A sua vocação é concretizar a missão de Deus no mundo de hoje, com a força do Espírito Santo. 
8 - A Igreja deve viver num processo permanente de conversão para ser fiel à missão de Deus. Tudo na Igreja deve ser visto e revisto à luz da missão de Deus. Tudo mesmo: instituições, estruturas, sacramentos, liturgia, oração, celebrações, padres, bispos, religiosas, movimentos, comunidades, formação, cursos de teologia, bens económicos, carismas, obras de caridade, seminários, colégios, universidades; tudo enfim.
9 - Na Igreja não pode haver lugar para burocracia, enfeites, status, privilégios, títulos, medalhões e estruturas que impeçam a missão.

Testemunhar e servir
10 - Missão não é para conquistar adeptos, de qualquer maneira; é para dar sentido verdadeiro à vida. É para testemunhar e servir, gratuitamente.
11 - A missão não é uma actividade a mais, por algum tempo, é o coração de tudo, é um processo permanente, até ao fim da nossa vida.
12 - Missão não é, em primeiro lugar, uma questão de técnica pastoral, mas de mística e de espiritualidade. Experiência mística trinitária e missão são algo inseparável. É a constatação geral de que a grande causa de tantos males na pastoral está na falta de espiritualidade. O que se vê é muito rito, muito espiritualismo, mas muito pouca espiritualidade. Daí o activismo, a superficialidade, a concorrência, a confusão, os medos, a falta de rumos e de verdadeira comunhão eclesial.
13 - Missão não é para justificar instituições e situações, é para abrir caminhos novos de mudança, sempre, com fidelidade e criatividade, com ternura e ousadia.
Venha ser um discípulo(a) missionário(a)!

P. Reuber Daltio

e Comunidade dos Milicianos de Cristo

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Revitalizar e fazer caminho


Desde o dia 9 de Fevereiro que as comunidades paroquiais de Ermidas-Sado e de Alvalade vivem um tempo revitalização da Missão Popular. Primeiro foi a Paróquia de Ermidas. Há cerca de uma dúzia de anos, aconteceu a Missão.
O tempo foi passando, os párocos foram mudando e era necessário reavivar o caminho feito e fortalecer a comunhão.


Depois de acolhida a imagem de Nossa Senhora das Missões vinda de Porto Covo, em domingo de vendaval e tempestade, funcionaram em dois dias consecutivos 4 assembleias, às quais se deram os nomes de Pedras Vivas, Luz, Semente e Paz e Vida. As pessoas acorreram e participaram com interesse e com muito entusiasmo. Nos testemunhos que deram, todos se comprometeram a fazer caminho juntos, tornando-se Grupos Sinodais, que vão reflectir as catequeses do Guião do Sínodo Diocesano sobre a Palavra.

Celebrações e momentos
Nos quatro dias a seguir foram feitas celebrações que, a partir de sinais concretos, tocaram fundo dos que acorreram à Igreja. O envolvimento na preparação e na execução dos sinais fizeram com que houvesse um caminho interior que foi percorrido e emprestaram um ar de festa ao ambiente criado e vivido.
Não foram esquecidos os doentes (visita domiciliária) e os lares (particular e o do Centro de Dia). A estes, no Dia Mundial do doente, foi ministrado o sacramento da Unção dos Doentes e fez-se-lhes a surpresa de terem no seu meio a Imagem de Nossa Senhora. As crianças, nas escolas e na catequese e as famílias, na igreja, tiveram momentos de oração, reflexão e de compromisso.
Uma semana cheia e em cheio que foi fechada com chave de ouro: a presença e presidência do Pastor diocesano, D. António, que a todos saudou, animou e desafiou para escolherem o caminho da vida, a deixar-se tocar pelo amor de Deus e a serem sinais visíveis desse amor de Deus. Depois de escutar os testemunhos dos responsáveis das quatro comunidades, entregou-lhes o novo guião para as futuras reuniões. O senhor Bispo apontou como objectivo a realizar o crescimento das comunidades quer em número quer em qualidade para que todos sejam cada vez mais fiéis à proposta do Evangelho: que a vossa linguagem seja: “Sim, sim; não, não”.


Conduzida pelos “Soldados da Paz” e guardada pela GNR
Estava uma tarde de sol radiante. Os Bombeiros de Alvalade e o carro da GNR de Ermidas-Sado pararam em frente à Igreja. A uns cabia a tarefa de transportar a Imagem da Senhora, a outros, o serviço de proteger quem, em caravana automóvel, fez o percurso de Ermidas para Alvalade, passando por Ermidas (Aldeia) e pela Mimosa.
Num e noutro local fez-se uma paragem, criando-se uma momento de oração e de bênção. Muitos foram aqueles que se dispuseram a acompanhar Nossa Senhora e, nos locais de paragens, fizeram-se altares onde era visível o empenho, a alegria e a fé desta gente simples e à espera de algum momento em que, de forma mais visível, possa manifestar o seu amor à Virgem Mãe.
Na Mimosa, no local de paragem, além dos que se reuniram propositadamente para este encontro, muitos mais foram aqueles que passaram em direcção ao sul ou ao norte e, com respeito, abrandavam o andamento e saudavam a Senhora que, do alto do seu altar, aqui no caso, do alto do tejadilho do carro dos bombeiros, a todos dispensava as suas graças e bênçãos.


Acolhida em Alvalade pelas crianças e adultos
À hora combinada, pela rua principal da histórica vila de Alvalade, passou a Imagem da Senhora das Missões que foi acolhida pelas crianças, catequistas e povo, logo à entrada da povoação. A oração e os cânticos assinalavam a passando, acorrendo muitos às varandas e portas para colher uma foto. Depois, também esses, acorreram e foram engrossando a procissão que entrou na igreja matriz.
Aí, foi celebrada a Eucaristia de envio, recebendo a cruz, sinal do missionário, cerca de duas dezenas de pessoas: equipa missionária, animadores, donos das casas e visitadores. O coro paroquial animou o canto que deu um tom de festa a este tempo de revitalização da Missão em Alvalade.
Ao longo da semana, nos primeiros dias, irão funcionar 5 assembleias. Posteriormente, no dia da celebração temática sobre a Igreja, chamado Dia Vocacional, vão reunir-se em celebração presidida pelo Bispo diocesano, os três sacerdotes, oriundos de Alvalade, bem como os consagrados, leigos e religiosos desta terra. Será uma celebração única.
A imagem da Senhora irá, um dia, ao Centro de Dia e outro, ao Agrupamento de Escolas, passando ainda pelos Bombeiros Voluntários.
Com o tema “Família e Evangelização”, no sábado, dia 22 de Fevereiro, das 10h00 às 16h00, e orientado pelo P. Manuel Nóbrega,  completar-se-á o programa de revitalização da Missão para que todos, com Maria, façam o caminho que leva a Deus e aos irmãos.

P. Agostinho Sousa,

CDM/Beja