segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Abela: Testemunhar a Fé




“O mundo contemporâneo é sensível à relação entre fé e arte. Neste sentido se aconselha a valorização adequada com função catequética do património das obras de arte presentes nos lugares da acção pastoral”.
Em Ano da Fé e à luz de uma das indicações da Congregação para a Doutrina da Fé para a vivência deste acontecimento importante na vida da Igreja, o grupo de catequistas e catequisandos da paróquia da Abela (Nossa Senhora Abella), da unidade pastoral de Santiago do Cacém, assumiu esta forma de dar testemunho da fé.
Desde o início do Advento até à Festa do Baptismo do Senhor, na grande igreja paroquial da Abela, está patente ao público uma exposição com motivos religiosos. Muitos habitantes da freguesia têm visitado esta iniciativa, valorizando, deste modo, o trabalho e o empenho dos seus promotores. Para todos, grandes e pequenos, tornou-se uma catequese viva.

Incarnação, redenção, oração
A exposição, com várias mesas, dá destaque aos mistérios da Incarnação e da Redenção, com muitos presépios e cenas do calvário. Assume uma visibilidade muito grande o tema da oração. Nesta secção, estão expostos mais de duzentos rosários, pertença de uma pessoa da terra. Também é de notar a presença de imagens e medalhas da Virgem Maria, com seus diversos títulos e invocações.
As peças, mesmo não sendo de uma arte muito valiosa, exprimem o amor, a ternura e a presença de Deus, na vida das pessoas e são um sinal que as faz chegar até Deus, através da oração e da contemplação. Muitas dessas peças, encontram-se em pequenos altares”, nas casas das pessoas.
Entre as mesas temáticas há uma com pinturas, trabalhos em cortiça ou em outros materiais, feitos pelas crianças da catequese e alusivas, sobretudo, à quadra natalícia. Estes trabalhos foram colocados à venda e o seu produto destina-se a apoiar a catequese.
A iniciativa, a mobilização, o empenho, a valorização da arte e o testemunho patente na sua beleza e simplicidade, tornaram mais profunda a vivência do Natal e lançaram desafios para novos eventos que ajudem as várias gerações a conhecer e a transmitir a fé em Jesus Cristo, Salvador e Redentor da humanidade.

P. Agostinho Sousa

sábado, 29 de dezembro de 2012

A família, comunidade evangelizadora





Estamos em tempo natalício, tempo para a família, momento para manter e reforçar laços, iluminados pela Luz daquele que quis nascer numa família, ser acolhido num regaço de mãe e acariciado pelas mãos trabalhadoras de um carpinteiro, seu pai adoptivo. À luz deste quadro terno e exemplar, pode-se descobrir o papel evangelizador da família.
Ainda não vai longe o tempo em que na família havia praticamente uma comunidade religiosa espontânea. Os pais tinham a preocupação de educar os filhos na fé e nos valores religiosos em que acreditavam. A fé cristã passava de pais a filhos com naturalidade.
Hoje damos conta de que os tempos mudaram como mudou a sociedade e o ambiente familiar. São propostos valores novos e desprezados os velhos; a consciência e os costumes sociais modificaram-se notavelmente; algumas certezas transformaram-se em dúvidas. Ensina-se mais facilmente a ocupar os primeiros lugares, a ganhar mais, a ser mais espectacular que os outros.
A pressão social leva a fazer dos próprios filhos personagens de relevo, atletas, homens e mulheres de sucesso, competitivos na sociedade de bem-estar. E esquece-se o dever de os ajudar a adquirir as virtudes que os tornam verdadeiramente humanos e cristãos: a honestidade, a lealdade, a justiça, a bondade, a fé.
O pluralismo cultural da nossa sociedade penetra dentro da família com as mais variadas e contrapostas ideias e modos de viver. Revela-se hoje uma falta geral de comunicação entre as gerações. Os filhos começam a distanciar-se das tradições religiosas e morais dos pais. Os modelos de vida de outrora foram substituídos por outros publicitados com insistência e segundo critérios bem finalizados.

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