quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mortos ou vivos?



1. O culto dos mortos
Estamos a chegar ao fim do mês de outubro, na tradição da Igreja conhecido como o mês do rosário, para entrarmos no mês de novembro, este conhecido como o mês dos finados. Embora o dia 1 seja dedicado a todos os santos, dia santo com obrigação de participar na missa, mas não feriado, um dos que a crise nos tirou, as pessoas sempre o aproveitaram para fazer as suas romagens aos cemitérios, onde jazem os seus entes queridos já falecidos, pois o dia a eles dedicado, o dia 2 de novembro, não é feriado nem dia santo. Este ano coincidem com o fim de semana e talvez ambos sejam aproveitados para a romagem aos cemitérios.


Na tradição cristã houve sempre um grande respeito pelos falecidos, pois o seu corpo inanimado é único e é a referência visível da pessoa que partiu. Embora hoje a Igreja católica aceite a cremação e até preveja uma bênção para esse ato, no entanto desde os princípios do cristianismo até aos nossos dias houve sempre um culto especial dos mortos. Recordemos as catacumbas no tempo do império romano e das perseguições aos cristãos e os sepultamentos nas igrejas, nos claustros dos conventos e nos adros das igrejas. Entre nós ficou famosa a revolução de Maria da Fonte, que se opunha ao sepultamento nos cemitérios, fora dos espaços de culto.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

ALMODÔVAR: Anúncio da Missão e Festa Missionária


As paróquias de Almodôvar confiadas aos cuidados pastorais da Comunidade dos Missionários do Verbo Divino costumam celebrar no último domingo de Outubro a Festa Missionária. Esta iniciativa que já se realiza há muitos anos congrega várias forças vivas da localidade que procuram criar um ambiente propício para um dia diferente onde a alegria, a cor, o entusiasmo, as vozes, o espaço, o convívio e a dimensão missionária estão bem presentes.



O Centro Coordenador de Transportes é o local escolhido para este encontro festivo. O seu interior assemelha-se a uma cruz e é adornado com motivos que, desde logo, interpelam e apontam o caminho da Missão. Ao longo do ano há um trabalho aturado de preparação, a nível pessoal e comunitário, para colaborar num projecto missionário, em países africanos. A oração, os trabalhos que se fazem para a venda missionária e a partilha são eixos que movem as várias gerações: as crianças da catequese, os velhinhos dos lares, as famílias, os escuteiros e todos aqueles que se deixam tocar pelo desafio da Missão.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Crismas: Bispo eleito de Beja em Santiago do Cacém


“Sede minhas testemunhas”
A paróquia de Santiago do Cacém, em Dia das Missões, celebrou o sacramento da Confirmação. Já é uma data consagrada e marca o desafio permanente da entrega à Missão, à vivência do sacramento e à construção de uma comunidade evangelizadora.


Presidiu à celebração o Bispo diocesano, D. António Vitalino. Facto inédito e primeiro, a presença do Bispo eleito, D. João Marcos. Foi uma paróquia (Unidade Pastoral) confiada aos Padres da Missão que, na diocese, deu as boas vindas e acolheu o Bispo eleito. Para além da novidade, a sua presença cativou as pessoas que viveram este dia. A proximidade, a simplicidade e a presença ajudaram a conhecer melhor aquele que nos foi dado como pastor, como bispo coadjutor. Concelebraram os padres Pedro e Agostinho, da comunidade vicentina de Santiago de Cacém e o P. Alberto Baptista, director do Notícias de Beja.
A igreja Matriz encheu-se de fiéis, sobretudo, dos familiares e amigos dos crismandos. Estes, num total de 24 pertencem às paróquias de Santiago do Cacém (7 adultos e 10 jovens), de S. Francisco da Serra (6 jovens) e de Abela (1 jovem). Os coros paroquiais animaram a Eucaristia e o Agrupamento 722, uma vez mais, teve presença activa e digna.

Na homilia, D. António exortou os crismandos e a todos para que sejam testemunhas de Jesus Cristo, sem medos, pois Ele é o único que salva. Pediu a todos que sejam dóceis ao Espírito Santo e que se deixem tocar pela sua força e modelar pelos seus dons para discernir a quem devemos seguir e servir. Com serenidade e seriedade, um a um dos crismandos, de túnica branca, receberam o Santo Cristo, o dom de Deus.
As comunidades cristãs ficaram mais ricas com o compromisso de pertença e de co-responsabilidade destes cristãos adultos! São bem-vindos, a comunidade conta com eles, Cristo precisa deles. No final, no salão paroquial aconteceu convívio, partilha, festa. Tudo bem preparado, com esmero e dedicação dos catequistas, dos crismados e das suas famílias. Um dia grande e em grande. Bendito seja Deus!

P. Agostinho Sousa, CM