segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MISSÃO: Chamados a experimentar o amor de um Deus vivo e presente



“Ide e anunciai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15)

A cada novo dia, o Senhor nos concede novas oportunidades de provarmos a beleza de sermos Igreja, de sermos Família cristã, e na união de Carismas diferentes, levarmos a Boa Nova as criaturas.
Foi o que nos aconteceu nestes dias de Missão em Bicos, Foros da Caiada, Vale de Santiago e Fornalhas Velhas, em união com os nossos irmãos Milicianos e Vicentino. Carismas diferentes que se unem para formar um só povo, o povo de Deus, chamados a experimentar o amor de um Deus Vivo e presente.

Ir ao encontro e saber escutar


Realizamos várias actividades. Entre elas, visitas às casas, e também aí, encontramos não somente portas, mas, corações abertos, dispostos a escutar-nos e principalmente, desejosos de serem escutados, de desabafarem os seus problemas e as suas lutas diárias, e, sem esperar, muitas vezes as respostas frente aos seus problemas, encontram alívio simplesmente pelo facto de serem escutados.
Pessoas sem catequese, e sem formações religiosas, muito nos ensinaram com o seu grande Amor e Fé em Deus e na Virgem Maria, Rainha das Missões.
Deus não se cansa de esperar e de ir ao encontro dos seus, e não existe tempo ou idade para fazer a experiência do amor de Deus, e assim sendo, já foi possível ver os frutos da missão, para Honra e Glória do nosso Deus.

Momentos felizes
Entre tantos momentos, o que nos chamou mais atenção foi o caso de três senhoras que, pela primeira vez, se confessaram e comungaram. As mesmas senhoras, puderam testemunhar a grande alegria em receber tamanho presente, de serem alimentadas com o verdadeiro alimento, que não perece.

Uma outra pessoa, que há muito tempo estava afastada da igreja e dos sacramentos e que acabou por se envolver com superstições e crenças erróneas, em busca da solução de seus problemas, com a Missão, pôde retornar, como o filho pródigo, a casa do Pai.
A partilha não foi somente do Pão da Palavra e do Pão Eucarístico. Todas as pessoas, na sua simplicidade, quiseram partilhar do que tinham, proporcionando assim, maravilhosos momentos de convívio.
Somos gratos a Deus pela sua bondade e misericórdia, e por chegar ao fim da Missão, contemplando o rosto transfigurado pelo amor de todos os que atenderam ao chamamento de Deus.

Apelo missionário
Com certeza, seja para o Padre Agostinho, seja para os missionários Milicianos, como para nós, Servos de Maria, se confirma cada vez mais, em nossos corações, a grande certeza e verdade, de que vale a pena gastar a vida em prol do Reino de Deus.
E assim, aproveitamos para convidarmos a todos os que tiverem a oportunidade de ler esta partilha, para também assumirem o seu compromisso de baptizado, pois todo o baptizado é chamado a ser missionário.Deus quer precisar da sua boca para gritar ao mundo o seu amor, da suas mãos e pernas, para ir ao encontro de tantos e, com um abraço, descongelar os corações endurecidos e desacreditados. Deus precisa dos seus olhos para que o mundo enxergue a vida de forma diferente. Deus precisa de si, como e onde está, ou até mesmo, colocando-se inteiramente ao seu serviço, em algum lugar na Igreja.

E com Maria Santíssima, somos chamados a responder: “ Eis-me aqui para cumprir a Vossa vontade.” (Lc 1, 38)
Irmã Lucy e Comunidade de Colos,

Servos de Maria do Coração de Jesus

sábado, 29 de novembro de 2014

Ano da Vida Consagrada



“Chamados a levar a todos o abraço de Deus”

O Ano da Vida Consagrada, convocado pelo Papa Francisco, começa no dia 30 de Novembro de 2014, 1º Domingo do Advento e estender-se-á até ao dia 2 de Fevereiro de 2016, dia da Festa da Apresentação do Senhor e Dia do Consagrado.
No passado dia 21 de Novembro, memória da Apresentação de Nossa Senhora, o Papa Francisco escreveu uma carta a todos os religiosos e religiosas da Igreja Católica, pedindo-lhes que sejam um modelo de fraternidade para o mundo actual.
“Numa sociedade do confronto, da difícil convivência entre culturas diferentes, da exploração dos mais fracos, das desigualdades, somos chamados a oferecer um modelo concreto de comunidade que, através do reconhecimento da dignidade de cada pessoa e da partilha do dom que cada um transporta, permita viver relações fraternidade”.

Objectivos, expectativas e horizontes
O texto visa explicar os objectivos, expectativas e horizontes do Ano da Vida Consagrada que tem início marcado para este domingo.
“Espero de vós aquilo que peço a todos os membros da Igreja: sair de si para ir ao encontro das periferias existenciais”, escreve Francisco.
O Papa elogia o caminho de renovação da Vida Consagrada nos 50 anos que se seguiram ao Concílio Vaticano II, afirmando que, apesar de todas as fragilidades, é preciso apresentar hoje “a santidade e a vitalidade” presentes nos membros dos vários institutos.


Francisco convida todos a “olhar o passado com gratidão”, por tudo o que a Vida Consagrada já deu à Igreja, chegando hoje a “novos contextos geográficos e culturais”.
Neste sentido, mais do que uma “arqueologia”, os religiosos são desafiados a “percorrer de novo o caminho das gerações passadas”, dos fundadores das ordens e congregações, para colher a sua inspiração.

Jesus Cristo como “primeiro e único amor”.
O Papa pede, por isso, que os consagrados vivam o presente “com paixão”, deixando-se interpelar pelo Evangelho e tendo Jesus Cristo como “primeiro e único amor”.
“A fantasia da caridade não conheceu limites e soube abrir incontáveis caminhos para levar o sopro do Evangelho às culturas e aos mais diversos âmbitos sociais”, assinalou o Papa Francisco.
A carta deixa uma palavra de esperança para o futuro, apesar de problemas como a diminuição das vocações e do envelhecimento, sobretudo no mundo ocidental, a globalização, a crise económica, o relativismo e a “irrelevância social”.
Francisco, primeiro Papa jesuíta da história, apresenta como marca dos religiosos a “alegria”, numa sociedade que ostenta o “culto da eficiência”, e a “profecia”, para denunciar “o pecado e as injustiças”.
O texto deixa indicações precisas quanto à necessidade de agilizar as instituições, com a “reutilização das grandes casas em favor de obras mais adequadas às atuais exigências da evangelização e da caridade”.

Apreço aos leigos que partilham os mesmos ideais e missão
O Papa deixa uma palavra de apreço aos leigos que partilham os ideias e a missão dos institutos consagrados, realçando depois que este ano diz respeito a toda a Igreja, que deve agradecer tudo o que recebeu através da “santidade dos fundadores e fundadoras” e da fidelidade dos religiosos e religiosas ao seu carisma.
Após recordar que há consagrados e consagradas noutras confissões cristãs e que o fenómeno do monaquismo existe “em todas as grandes religiões”, Francisco conclui a sua carta dirigindo-se aos bispos, para que valorizem a Vida Consagrada como algo que “pertence inteiramente” à Igreja Católica, como “elemento decisivo da sua missão”.
Octávio Carmo,

Agência ECCLESIA

terça-feira, 25 de novembro de 2014

MISSÃO EM BICOS E VALE DE SANTIAGO



Compartilhando
"A vida alcança-se e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isto é, definitivamente, a missão".  
Com a celebração de Santa Catarina de Alexandria, Padroeira de Vale de S. Martinho chegamos ao encerramento das Missões Populares realizadas em 2014 nas Paróquias administradas pelos Milicianos de Cristo (Paróquias de Bicos (Foros da Caiada); Vale de Santiago (Fornalhas-Velhas); S. Martinho das Amoreiras (Aldeia das Amoreiras e Amoreiras-Gare); Colos, Relíquias e Sta Luzia). 

O Papa Francisco diz-nos na sua Exortação Apostólica que "Em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus, que quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito. A verdadeira novidade é aquela que o próprio Deus misteriosamente quer produzir, aquela que Ele inspira, aquela que Ele provoca, aquela que Ele orienta e acompanha de mil e uma maneiras. Em toda a vida da Igreja, deve sempre manifestar-se que a iniciativa pertence a Deus, «porque Ele nos amou primeiro» (1Jo 4,19) e é «só Deus que faz crescer»  (1Cor 3,7) e EG 12.
Então, e por isso mesmo, o primeiro agradecimento que devemos fazer é a Deus, por ter colocado no coração de tantas pessoas o desejo de dar e de receber, o desejo de anunciar e deixar-se converter pela Boa Nova de Cristo - Rei e Salvador; o desejo de amar, de se disponibilizar, de se encontrar, o desejo de responder a este chamamento e o desejo de conviver (viver juntos no amor, que é o ideal das nossas comunidades e paróquias)

"Quem somos e o que viemos fazer"


Este ano de 2014 foi um ano de graça, pois nos colocou diante da nossa identidade de missionários, num campo específico de celebração e missão no Baixo-Alentejo. Colocarmo-nos diante da nossa identidade é podermos responder com amor e clareza "quem somos e o que viemos fazer". Nós viemos porque acreditamos que a alegria do Evangelho encheu o nosso coração e é isso que viemos repartir: o encontro com Jesus. 
Quero agradecer do fundo do meu coração ao Pe. Agostinho e ao Centro Missionário Diocesano que organizou com minúcia e carinho todo este ano missionário. Sim, pois estamos em missão desde Setembro do ano passado quando começamos os preparativos para a Missão em Colos e Relíquias e que aconteceram naquelas paróquias em Março; depois foi a de Santa Luzia e de São Martinho das Amoreiras e suas comunidades, em Maio, e por fim, em Bicos e Vale de Santiago, neste mês de Novembro, culminando hoje na Solenidade de Jesus Cristo - Rei do Universo e na Festa de Santa Catarina, padroeira da Paróquia de Vale de Santiago, em cuja celebração se encontravam representantes e animadores das várias Comunidades missionadas.
Muito trabalho teve o Pe. Agostinho! Que Deus o recompense por toda a dedicação e atenção que nos deu. 

Missionários e missionárias e outros colaboradores
Quero agradecer aos missionários e missionárias que se empenharam em transmitir a alegria e a bênção do Evangelho de Jesus e pelo desejo de conversão que cresce em cada missão, pois esse testemunho é um testemunho que se renova. Agradeço aos Milicianos de Cristo, às Irmãs do Bom Pastor, aos Servos de Maria do Coração de Jesus, e ao Godfrey Okeke (V.N. Milfontes) que vai ser ordenado diácono da Santa Igreja no próximo dia 08 de Dezembro. A todos, o nosso muito obrigado! 
Um agradecimento a todos os senhores Presidentes das Juntas das várias Freguesias, e representados hoje e aqui na pessoa do Sr. Florival Silvestre, presidente de Vale de Santiago. Todos se mostraram sempre muito solícitos e disponíveis, muitas vezes numa disponibilidade como a de Maria que serviu sem ser solicitada. Também a eles, o nosso muito obrigado! Enfim, um agradecimento muito especial e amigo aos fiéis desta Paróquia de Vale de Santiago e de todas as outras Paróquias  e comunidades administradas por nós, Milicianos de Cristo.


"Dar conta do recado"
O início foi temeroso. Naturalmente, tememos um pouco a novidade  e o compromisso, pois não sabíamos se "iríamos dar conta do recado". Mas com fé, tudo é possível. Todos mostraram que sabem ser solidários, acolhedores, disponíveis e generosos. Isso já é compromisso com o Evangelho. Olhando para trás vemos que não foi difícil e a doce e reconfortante alegria de Evangelizar também inundou o vosso coração.
Não tenho palavras para agradecer todo o trabalho realizado, os almoços, os donativos, a participação nas Eucaristias temáticas e nas 4 Assembleias, nos tempos de oração e no acolhimento à Imagem de Nossa Senhora das Missões. Ainda um agradecimento a todos aqueles que abriram as portas do seu lar para que lá pudesse chegar a paz e a bênção segundo o mandato missionário de Jesus. 
Muito obrigado! A missão continua, nas eucaristias dominicais, no trabalho das equipas comunitárias e paroquiais; nas Assembleias Familiares, nas Pastorais e Movimentos para que, onde houver um irmão a servir, ali estejam os apóstolos de hoje, que somos todos nós. Escutando a voz do “Bom Pastor” em todos os “Nossos caminhos” vivemos “Unidos pela Fé e tornamo-nos “Mensageiros de Maria e de Jesus”.

Pe. Reuber Côgo Daltio, pároco da Milícia de Cristo
23 Novembro de 2014
Solenidade de Cristo Rei