segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Três novos diáconos ao serviço da Diocese

Na “Sintra do Alentejo” como é também conhecida, mais propriamente, na Igreja paroquial de S. Martinho das Amoreiras, foram ordenados Diáconos, Frei Adenilson, Frei Adriano e Frei Diogo. São naturais do Brasil e membros professos do Instituto Milícia de Cristo, fundado por Monsenhor Alonso Benício Leite. Para marcar a data do centenário do nascimento do Fundador – nasceu a 15 de Fevereiro de 1915 – a Comunidade dos Milicianos que trabalha em 6 paróquias do concelho de Odemira, ofereceu à Igreja e à diocese o dom do serviço e da entrega a Deus e aos irmãos, destes três missionários.




Estiveram presentes os Bispos de Beja, D. António Vitalino e D. João Marcos, bem como representantes do Seminário de Évora, alguns sacerdotes diocesanos, diáconos e seminaristas, sacerdotes e irmãs, membros de institutos de vida consagrada a trabalhar na diocese, representantes e membros das autarquias e colectividades locais. O P. Cartageno, dirigiu o coro que solenizou a Eucaristia. Uma vasta assembleia de fiéis, composta por gentes das ‘paróquias milicianas’ e de paróquias vizinhas, acompanhou a solene celebração de ordenação, algo inédito, nestas paragens.

Sucederam-se os ritos, desde a chamada dos candidatos até ao momento sempre singular da prostração. A promessa de obediência, a imposição das mãos, o revestir-se das vestes próprias e o abraço da paz, tocaram o coração dos novos diáconos, mas também de todos os que testemunharam a sua decisão, o seu Sim.

A Eucaristia foi muito bem vivida e participada e, no final, o P. Reuber, em nome do Superior Geral, P. Ayrola, agradeceu a Deus, a todos os presentes, pela amizade, colaboração, pelo trabalho e por tudo o que neste dia aconteceu. Terminada a celebração, muitos dos presentes saudaram os novos diáconos e continuar a festa na refeição-partilha, servida na ADESMA.



Em nota de rodapé, foi interessante ver presentes na celebração os novos diáconos que, nos últimos meses participaram activamente nas Missões Populares, bem como outros três que, em lugares diferentes, também já viveram esta experiência. Na Assembleia, eram visíveis, muitos rostos que foram membros dinamizadores da experiência missionária que se viveu em muitas das paróquias do Arciprestado de Odemira.

Que este momento feliz, vivido em S. Martinho das Amoreiras, seja um marcante na vida de quantos nele participaram e a todos impulsione dar um rosto missionário à nossa Diocese e a toda a Igreja!

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Testemunho


Um Ano de Voluntariado Missionário

Chegada de Itoculo- Moçambique, à algum tempo, só agora me sinto capaz de vos transmitir algo do que foi, sem dúvida, a melhor experiência da minha vida.
O regresso não é fácil como parece. O facto de deixarmos de dar tanto o quanto dávamos, de perder aquele efeito surpresa, de não receber aquela alegria todos os dias, afecta muito o regresso. Ainda assim, a vida continua e, por enquanto, em Portugal. Ele há-de saber o resto do meu caminho!



Uma experiência de voluntariado Missionário como a que realizei durante um ano em Itoculo, Moçambique, é o que aconselho vivamente a todos.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mudança e atualização

1. Interpelações da mudança
De 26 a 29 de janeiro, em Albufeira, o clero das dioceses de Évora, Beja e Algarve realizou as oitavas Jornadas de Atualização, promovidas pelo Instituto Superior de Teologia de Évora, subordinadas ao Tema - Que pastores para a Igreja no mundo atual? Há cinquenta anos atrás o concílio Vaticano II, convocado pelo bom Papa João XXIII, agora proclamado santo, refletiu sobre quase todos os aspetos da doutrina e vida da Igreja sob o prisma do seu significado para o mundo, fenómeno que ficou conhecido pela palavra italiana aggiornamento, que podemos traduzir por por-se em dia, atualizar-se.



Para uns isso foi um escândalo e para outros um sinal de primavera, de rejuvenescimento. Como pode Deus e a revelação da sua vontade atualizar-se? Não será antes a humanidade que tem de adaptar-se? Por outro lado, como tornar significante hoje o que foi expresso numa cultura do passado? Afinal, quem tem de adaptar-se?

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