quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Caminhar sem destino?



Becos sem saída
Na semana passada assistimos, a nível do país e internacionalmente, a alguns acontecimentos inesperados e que nos devem fazer pensar, se todos terão alguma saída ou serão becos sem sentido e sem saída. Muitos jogam na lotaria, mas nem todos têm sorte. Apenas alguns. Outros sem jogarem, conseguem o mesmo objetivo, mas prejudicando outros, que se recusam enveredar pelos caminhos da corrupção. Admiro as pessoas que, escolhidas democraticamente para assumir responsabilidades públicas, não se deixam corromper, resistindo à tentação de enriquecer rapidamente. Nem todos são iguais, dizia um político esta semana. Ainda bem, digo eu. Mas será que o nosso povo vê a diferença e continua a acreditar na boa fé das pessoas que estão à frente dos destinos do país e do mundo?



Um caminho de esperança percorreu na semana passada o nosso Papa Francisco, indo à Turquia, país de maioria islâmica, mas onde os cristãos são tolerados e sobretudo indo a Constantinopola, hoje Istambul, outrora capital oriental do império romano, onde reside o Patriarca ecuménico da Igreja Ortodoxa, agora Bartolomeu I, a qual no século XI se separou do Papa de Roma. Com o Patriarca Bartolomeu I o Papa Francisco celebrou a festa do apóstolo Santo André, irmão de S. Pedro, o qual foi o primeiro a seguir Jesus, apontado por João Batista como o Messias esperado.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

SAGRAÇÃO EPISCOPAL E APRESENTAÇÃO DO BISPO COADJUTOR DE BEJA, D. JOÃO MARCOS



Que «as searas cristãs do Alentejo» levem «o verde da esperança» ao «coração ressequido de tanta gente!»

D. João Marcos, com 65 anos de idade e até agora director espiritual do Seminário dos Olivais e do Seminário Redemptoris Mater, foi nomeado a 10 de Outubro pelo Papa Francisco como Bispo coadjutor de Beja, com direito de suceder a D. António Vitaliano, atual responsável diocesano.

“Para que Deus seja, realmente, tudo em todos!”
A igreja de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, encheu-se para a ordenação episcopal de D. João Marcos. Foi no Domingo de Cristo Rei, dia 23 de Novembro, sendo Bispo sagrante o Patriarca de Lisboa, acompanhado por D. António Vitalino, Bispo de Beja e por D. José Alves, Arcebispo de Évora. Presentes também inúmeros prelados e muito clero das dioceses de Lisboa e de Beja. Foram muitos os cristãos, uns familiares, outros amigos, outros ainda antigos paroquianos das paróquias onde o novo Bispo Coadjutor de Beja foi pároco, bem como muitos diocesanos de Beja que quiseram estar presentes na sagração do mais recente membro do episcopado português.




Referindo-se ao novo Bispo Coadjutor de Beja como “estimado irmão e amigo”, D. Manuel Clemente lembrou que a ida de um padre da diocese para terras alentejanas não é algo inédito. “ [D. João Marcos] seguirá um caminho já feito por anteriores bispos auxiliares de Lisboa, que daqui seguiram para a mesma diocese irmã: D. Manuel Santos Rocha, D. Manuel Falcão e D. António Vitalino, que é o seu atual pastor. Deus o acompanhará onde o envia, em Cristo que sempre nos espera na variada Galileia deste mundo”. O Patriarca de Lisboa estimulou o novo Bispo Coadjutor de Beja, D. João Marcos, a “procurar a tantos”, nas planícies alentejanas ou por perto, que ainda não conhecem o Reino de Deus”.

“O meu jugo é suave”
“O meu jugo é suave”. É o lema do novo Bispo Coadjutor de Beja que foi apresentado à sua Diocese, em celebração solene, na Igreja do Seminário diocesano, neste último domingo, dia 30 de Novembro, início do novo ano litúrgico e do Ano da Vida Consagrada.
No momento próprio, D. António Vitalino, depois de saudar os presentes e agradecer ao novo Bispo a sua disponibilidade, solicitou a D. João Marcos que se dirigisse à assembleia.




D. João Marcos começou por dizer que “o Alentejo precisa de esperança” num tempo em se vive uma “retração de Deus”. “É tempo de as searas cristãs do Alentejo levarem o verde da esperança sobrenatural ao coração ressequido de tanta gente que, sendo embora religiosa, não experimenta que o céu existe mesmo, que Deus não é uma ideia abstrata e inconsistente, mas a fonte de toda a realidade”.

“O Alentejo precisa de cristãos que possam dar testemunho credível”
Para o bispo coadjutor de Beja, “o Alentejo precisa de esperança, precisa de cristãos que vivam seriamente a fé e a caridade para puderem dar testemunho credível da esperança cristã”.

D. João Marcos lançou um desafio e um apelo aos cristãos ao afirmar que “é tempo de passarmos de um cristianismo reduzido tantas vezes a umas práticas religiosas inconsequentes, a uma doutrina que mal se conhece e a uma moral que os pagãos consideram desumana, é tempo de passarmos de um cristianismo reduzido por alguns a uma terapia e a uma almofada psicológica para fugir da realidade para um cristianismo vivo no qual resplandece o mistério da cruz, um cristianismo solidamente enraizado na Páscoa do Senhor”.

O novo bispo coadjutor de Beja aludiu à realidade e à mentalidade que rege a hoje a vida da sociedade ao sublinhar que “vivemos hoje uma retração de Deus. Deus desapareceu da vida social e da vida de muitas pessoas. Vive-se como se Deus não existisse”. “Sem Deus, o homem fica diminuído, desorientado, fechado num aqui e agora sem horizontes, fabricando idolatrias, caindo de desilusão em desilusão”.

Deus “é a fonte da vida e a sua foz”

O bispo coadjutor de Beja comparou a vida humana a um rio: desconhecendo Deus que “é a sua fonte e a sua foz”, fica reduzida “a um lago, às vezes a um charco de águas paradas”.

Na homilia da missa de entrada na diocese de Beja como bispo coadjutor, D. João Marcos saudou todos os presentes e também os ausentes, nomeadamente os que têm uma ligação à Igreja “débil ou inexistente”. “Venho também para eles com a missão do servo do Senhor de proclamar inteiramente a justiça nova do Evangelho sem apagar a mecha que ainda fumega”, sustentou.

A CNIR diocesana, em tempo de acção de graças, procedeu à abertura do Ano da Vida Consagrada, entregando o Evangeliário, uma Lamparina acesa e um Diário de bordo, os quais vão passar por todas as Comunidades Religiosas sediadas na Diocese de Beja.

No final da celebração, autoridades e gente anónima quiseram saudar D. João Marcos. O ambiente era de festa, de alegria e de esperança.
(Texto composto com apontamentos
da Voz da Verdade e da Ecclesia)


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MISSÃO: Chamados a experimentar o amor de um Deus vivo e presente



“Ide e anunciai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15)

A cada novo dia, o Senhor nos concede novas oportunidades de provarmos a beleza de sermos Igreja, de sermos Família cristã, e na união de Carismas diferentes, levarmos a Boa Nova as criaturas.
Foi o que nos aconteceu nestes dias de Missão em Bicos, Foros da Caiada, Vale de Santiago e Fornalhas Velhas, em união com os nossos irmãos Milicianos e Vicentino. Carismas diferentes que se unem para formar um só povo, o povo de Deus, chamados a experimentar o amor de um Deus Vivo e presente.

Ir ao encontro e saber escutar


Realizamos várias actividades. Entre elas, visitas às casas, e também aí, encontramos não somente portas, mas, corações abertos, dispostos a escutar-nos e principalmente, desejosos de serem escutados, de desabafarem os seus problemas e as suas lutas diárias, e, sem esperar, muitas vezes as respostas frente aos seus problemas, encontram alívio simplesmente pelo facto de serem escutados.
Pessoas sem catequese, e sem formações religiosas, muito nos ensinaram com o seu grande Amor e Fé em Deus e na Virgem Maria, Rainha das Missões.
Deus não se cansa de esperar e de ir ao encontro dos seus, e não existe tempo ou idade para fazer a experiência do amor de Deus, e assim sendo, já foi possível ver os frutos da missão, para Honra e Glória do nosso Deus.

Momentos felizes
Entre tantos momentos, o que nos chamou mais atenção foi o caso de três senhoras que, pela primeira vez, se confessaram e comungaram. As mesmas senhoras, puderam testemunhar a grande alegria em receber tamanho presente, de serem alimentadas com o verdadeiro alimento, que não perece.

Uma outra pessoa, que há muito tempo estava afastada da igreja e dos sacramentos e que acabou por se envolver com superstições e crenças erróneas, em busca da solução de seus problemas, com a Missão, pôde retornar, como o filho pródigo, a casa do Pai.
A partilha não foi somente do Pão da Palavra e do Pão Eucarístico. Todas as pessoas, na sua simplicidade, quiseram partilhar do que tinham, proporcionando assim, maravilhosos momentos de convívio.
Somos gratos a Deus pela sua bondade e misericórdia, e por chegar ao fim da Missão, contemplando o rosto transfigurado pelo amor de todos os que atenderam ao chamamento de Deus.

Apelo missionário
Com certeza, seja para o Padre Agostinho, seja para os missionários Milicianos, como para nós, Servos de Maria, se confirma cada vez mais, em nossos corações, a grande certeza e verdade, de que vale a pena gastar a vida em prol do Reino de Deus.
E assim, aproveitamos para convidarmos a todos os que tiverem a oportunidade de ler esta partilha, para também assumirem o seu compromisso de baptizado, pois todo o baptizado é chamado a ser missionário.Deus quer precisar da sua boca para gritar ao mundo o seu amor, da suas mãos e pernas, para ir ao encontro de tantos e, com um abraço, descongelar os corações endurecidos e desacreditados. Deus precisa dos seus olhos para que o mundo enxergue a vida de forma diferente. Deus precisa de si, como e onde está, ou até mesmo, colocando-se inteiramente ao seu serviço, em algum lugar na Igreja.

E com Maria Santíssima, somos chamados a responder: “ Eis-me aqui para cumprir a Vossa vontade.” (Lc 1, 38)
Irmã Lucy e Comunidade de Colos,

Servos de Maria do Coração de Jesus