quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PREPARAÇÃO DA MISSÃO NAS PARÓQUIAS MILICIANAS

Agendada para as paróquias entregues ao serviço pastoral da Comunidade dos Milicianos de Cristo. Uma vez que é uma zona muito grande e dispersa,  abarcando seis paróquias e diversos montes, esta acção missionária vai realizar-se em três datas diferentes: Colos e Relíquias, de 30 de Março a 13 de Abril, S. Martinho das Amoreiras e Santa Luzia, de 18 de Maio a 1 de Junho; Vale de Santiago e Bicos, viverão o tempo de Missão de 16 a 30 de Novembro.
Após o anúncio nas várias igrejas paroquiais, tem havido reuniões de preparação para os animadores e, últimamente, está a ser feitos os contactos porta a porta, de casa em casa.
A Comunidade miliciana, através da folha dominical, tem apresentado vários textos com  formação e informação sobre este momento importante para a vida das paróquias. O pároco, P. Reuber, fez uma mensagem para as famílias a que deu o nome“Convições para avançar para a Missão”.
Sendo um texto, cheio de ensinamentos, desafios e propostas, faz todo o sentido que seja partilhado com todos.

Convicções para avançar para a Missão
1 - A vida é uma missão. Missão não é uma palavra exclusivamente religiosa, é uma exigência antropológica, faz parte da essência da pessoa, pois não somos perfeitos, somos seres caminheiros. Portanto, não se vive sem missão, ela é o fio condutor da vida. A Bíblia sustenta e radicaliza essa exigência profundamente humana.
2 - A missão tem a ver com os grandes problemas e desafios de hoje. Ela acontece dentro da história, não fora. Missão e transformação libertadora são inseparáveis.
3 - Deus é missão. O Deus da Bíblia é, antes de tudo, Deus-mistério, não é criação humana. Ele é sempre mais do que nós podemos imaginar, não cabe nas nossas definições. Ele revela-se gratuitamente à humanidade porque é Amor. E onde há amor, há missão. Sim, Deus é Missão no grau máximo, mas não é uma missão qualquer, é missão que visa a transformação e a libertação, a todos os níveis. A Bíblia é o depoimento escrito da missão de Deus no mundo. É fundamental ter presente isso para uma leitura fiel da Bíblia.


Ser discípulo missionário de Jesus
4 - Jesus de Nazaré é a revelação plena da missão trinitária. É preciso acolhê-lo na fé e com fé, com tanta humildade e gratidão; é preciso cultivar o encontro pessoal permanente com Jesus Cristo, na oração silenciosa e amorosa, no estudo do Evangelho, na vida comunitária, nas celebrações, nas lutas pela vida e pela ética.
5 - O Espírito Santo é força, luz e graça, para actualizar hoje a missão de Jesus, como o mesmo Jesus disse na hora da despedida: “O Espírito Santo descerá sobre vós, e dele recebereis a força para serdes minhas testemunhas até aos confins da terra” (At 1,8).
6 - Ser discípulo missionário de Jesus Cristo é fonte de imensa e verdadeira felicidade, é uma oportunidade fantástica para viver uma vida verdadeira, profundamente humana e divina. O seguimento de Jesus, único Mestre, é caminho seguro para construir comunhão eclesial, valorizando, ao mesmo tempo, as diferenças que enriquecem.

A Igreja é missão
7 - A Igreja é missão. Ela não inventa a missão, é herdeira da missão de Deus, está ao serviço da missão de Deus, esta é a razão da sua existência, o seu ADN. A sua vocação é concretizar a missão de Deus no mundo de hoje, com a força do Espírito Santo. 
8 - A Igreja deve viver num processo permanente de conversão para ser fiel à missão de Deus. Tudo na Igreja deve ser visto e revisto à luz da missão de Deus. Tudo mesmo: instituições, estruturas, sacramentos, liturgia, oração, celebrações, padres, bispos, religiosas, movimentos, comunidades, formação, cursos de teologia, bens económicos, carismas, obras de caridade, seminários, colégios, universidades; tudo enfim.
9 - Na Igreja não pode haver lugar para burocracia, enfeites, status, privilégios, títulos, medalhões e estruturas que impeçam a missão.

Testemunhar e servir
10 - Missão não é para conquistar adeptos, de qualquer maneira; é para dar sentido verdadeiro à vida. É para testemunhar e servir, gratuitamente.
11 - A missão não é uma actividade a mais, por algum tempo, é o coração de tudo, é um processo permanente, até ao fim da nossa vida.
12 - Missão não é, em primeiro lugar, uma questão de técnica pastoral, mas de mística e de espiritualidade. Experiência mística trinitária e missão são algo inseparável. É a constatação geral de que a grande causa de tantos males na pastoral está na falta de espiritualidade. O que se vê é muito rito, muito espiritualismo, mas muito pouca espiritualidade. Daí o activismo, a superficialidade, a concorrência, a confusão, os medos, a falta de rumos e de verdadeira comunhão eclesial.
13 - Missão não é para justificar instituições e situações, é para abrir caminhos novos de mudança, sempre, com fidelidade e criatividade, com ternura e ousadia.
Venha ser um discípulo(a) missionário(a)!

P. Reuber Daltio

e Comunidade dos Milicianos de Cristo

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Revitalizar e fazer caminho


Desde o dia 9 de Fevereiro que as comunidades paroquiais de Ermidas-Sado e de Alvalade vivem um tempo revitalização da Missão Popular. Primeiro foi a Paróquia de Ermidas. Há cerca de uma dúzia de anos, aconteceu a Missão.
O tempo foi passando, os párocos foram mudando e era necessário reavivar o caminho feito e fortalecer a comunhão.


Depois de acolhida a imagem de Nossa Senhora das Missões vinda de Porto Covo, em domingo de vendaval e tempestade, funcionaram em dois dias consecutivos 4 assembleias, às quais se deram os nomes de Pedras Vivas, Luz, Semente e Paz e Vida. As pessoas acorreram e participaram com interesse e com muito entusiasmo. Nos testemunhos que deram, todos se comprometeram a fazer caminho juntos, tornando-se Grupos Sinodais, que vão reflectir as catequeses do Guião do Sínodo Diocesano sobre a Palavra.

Celebrações e momentos
Nos quatro dias a seguir foram feitas celebrações que, a partir de sinais concretos, tocaram fundo dos que acorreram à Igreja. O envolvimento na preparação e na execução dos sinais fizeram com que houvesse um caminho interior que foi percorrido e emprestaram um ar de festa ao ambiente criado e vivido.
Não foram esquecidos os doentes (visita domiciliária) e os lares (particular e o do Centro de Dia). A estes, no Dia Mundial do doente, foi ministrado o sacramento da Unção dos Doentes e fez-se-lhes a surpresa de terem no seu meio a Imagem de Nossa Senhora. As crianças, nas escolas e na catequese e as famílias, na igreja, tiveram momentos de oração, reflexão e de compromisso.
Uma semana cheia e em cheio que foi fechada com chave de ouro: a presença e presidência do Pastor diocesano, D. António, que a todos saudou, animou e desafiou para escolherem o caminho da vida, a deixar-se tocar pelo amor de Deus e a serem sinais visíveis desse amor de Deus. Depois de escutar os testemunhos dos responsáveis das quatro comunidades, entregou-lhes o novo guião para as futuras reuniões. O senhor Bispo apontou como objectivo a realizar o crescimento das comunidades quer em número quer em qualidade para que todos sejam cada vez mais fiéis à proposta do Evangelho: que a vossa linguagem seja: “Sim, sim; não, não”.


Conduzida pelos “Soldados da Paz” e guardada pela GNR
Estava uma tarde de sol radiante. Os Bombeiros de Alvalade e o carro da GNR de Ermidas-Sado pararam em frente à Igreja. A uns cabia a tarefa de transportar a Imagem da Senhora, a outros, o serviço de proteger quem, em caravana automóvel, fez o percurso de Ermidas para Alvalade, passando por Ermidas (Aldeia) e pela Mimosa.
Num e noutro local fez-se uma paragem, criando-se uma momento de oração e de bênção. Muitos foram aqueles que se dispuseram a acompanhar Nossa Senhora e, nos locais de paragens, fizeram-se altares onde era visível o empenho, a alegria e a fé desta gente simples e à espera de algum momento em que, de forma mais visível, possa manifestar o seu amor à Virgem Mãe.
Na Mimosa, no local de paragem, além dos que se reuniram propositadamente para este encontro, muitos mais foram aqueles que passaram em direcção ao sul ou ao norte e, com respeito, abrandavam o andamento e saudavam a Senhora que, do alto do seu altar, aqui no caso, do alto do tejadilho do carro dos bombeiros, a todos dispensava as suas graças e bênçãos.


Acolhida em Alvalade pelas crianças e adultos
À hora combinada, pela rua principal da histórica vila de Alvalade, passou a Imagem da Senhora das Missões que foi acolhida pelas crianças, catequistas e povo, logo à entrada da povoação. A oração e os cânticos assinalavam a passando, acorrendo muitos às varandas e portas para colher uma foto. Depois, também esses, acorreram e foram engrossando a procissão que entrou na igreja matriz.
Aí, foi celebrada a Eucaristia de envio, recebendo a cruz, sinal do missionário, cerca de duas dezenas de pessoas: equipa missionária, animadores, donos das casas e visitadores. O coro paroquial animou o canto que deu um tom de festa a este tempo de revitalização da Missão em Alvalade.
Ao longo da semana, nos primeiros dias, irão funcionar 5 assembleias. Posteriormente, no dia da celebração temática sobre a Igreja, chamado Dia Vocacional, vão reunir-se em celebração presidida pelo Bispo diocesano, os três sacerdotes, oriundos de Alvalade, bem como os consagrados, leigos e religiosos desta terra. Será uma celebração única.
A imagem da Senhora irá, um dia, ao Centro de Dia e outro, ao Agrupamento de Escolas, passando ainda pelos Bombeiros Voluntários.
Com o tema “Família e Evangelização”, no sábado, dia 22 de Fevereiro, das 10h00 às 16h00, e orientado pelo P. Manuel Nóbrega,  completar-se-á o programa de revitalização da Missão para que todos, com Maria, façam o caminho que leva a Deus e aos irmãos.

P. Agostinho Sousa,

CDM/Beja

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Testemunhos Missionários



Porto Covo: Um casal em Missão
O que dizer da nossa participação, como elementos da equipa missionária, numa “Missão Popular Vicentina”?

Equipa Missionária
A equipa era composta por um sacerdote Vicentino, Pe. Agostinho, uma religiosa do Bom Pastor, Ir. Conceição e nós, como casal, Marieta e António, da paróquia de S. Domingos - Santiago do Cacém. A “Missão” realizou-se em Porto Covo de 19 de Janeiro a 02 de Fevereiro.


Uma nova experiência
A Missão do Porto Covo decorreu, na nossa modesta opinião, muito bem. Foi a primeira vez que participámos numa equipa de missionários. Procuramos desempenhar o melhor possível, com alegria e com boa vontade, esta nova experiência. Deste modo, como igreja que somos, respondemos e tentamos viver este desafio.
Numa localidade, como Porto Covo, com pouca população e em tempo de inverno muito rigoroso, a nossa participação, como casal e como equipa, foi muito positiva. Verificámos nos participantes uma grande satisfação, bem nítida e sentida nos seus testemunhos.

Assembleias Familiares
Constituíram-se três Assembleias Familiares (Farol, Laços de Amor e Renascer), com uma média de doze pessoas cada. Começaram com alguma timidez mas, aos poucos, foram-se compondo e, finalmente, com um bom resultado. Sabíamos que havia na localidade um grupo de pessoas activas na igreja. Já tínhamos conhecimento dessa realidade. Foram essas pessoas que aglutinaram a sua vizinhança.
Essas pessoas dispensaram o alojamento para a equipa missionária e providenciaram as refeições, (óptimas refeições) para toda a equipa nas suas próprias casas, no refeitório escolar ou em restaurantes, durante todos os dias da missão. Esse grupo de pessoas colaborou na organização e deu a cara, sem qualquer acanhamento, em todos os momentos da missão.


Organização e acção
O Pe. Agostinho teve um papel muito empenhado, com muita capacidade de organização e de acção. Era ele sempre o último a deitar-se e o primeiro a levantar-se, sempre agarrado ao computador, em casa, e a organizar e a partilhar o programa do dia. Todos os dias foi feito o programa, mas dois funerais, que em Porto Covo são velados na igreja, fizeram com que tivéssemos de o alterar por duas vezes.
Soube dar a volta à situação, tendo contribuído para que todas as partes, missão e familiares dos defuntos, acolhessem com satisfação o que foi proposto e, deste modo, também participassem na Missão.

Aprofundar juntos a nossa fé, os nossos valores
Para nós, foi importante participarmos como casal. Pudemos aprofundar juntos a nossa fé, os nossos valores. Tivemos de superar as nossas dificuldades individuais para ir ao encontro, do todo, quer da equipa quer da comunidade local. Ao vermos as pessoas felizes fomos contagiados pela sua alegria.
Saímos da Missão mais enriquecidos, não só individualmente mas também como casal, como família alargada que vimos crescer nestes dias. Sentimo-nos mais Igreja.
(Marieta e António, casal em Missão)





Experiência maravilhosa
No dia 16 de Novembro de 2013, fui convidada pelo Pe. Agostinho para fazer parte da equipa missionária em Porto Covo, que decorreu de 19 de Janeiro a 02 de Fevereiro de 2014. Primeiro hesitei, por me parecer que pouco ou nada podia fazer, dada a minha idade e limitações. Apesar disso decidi arriscar e aceitei. E não estou arrependida.
Foi uma experiência maravilhosa, pela oportunidade que tive de conhecer outros irmãos na Fé! Pela primeira vez participei numa actividade destas. A minha Comunidade Religiosa, rezou por mim, e deixou-me partir em paz. Por isso, digo a todos: não tenham medo. Digam sim quando baterem à vossa porta. Temos de dar a nossa quota-parte, por pequena que seja. O reino de Deus constrói-se com coisas pequenas.
Assumir e continuar a Missão
Fiquei contente de ver, nesta Missão, a presença do Pároco, Pe. José Pereira. Quero agradecer ao Pe. Agostinho a sua generosidade e dizer-lhe o meu muito obrigado pela sua bondade e delicadeza. Também quero agradecer ao casal Marieta e António Vilhena todo o carinho e atenções que tiveram comigo. Às pessoas de Porto Covo que nos acolheram com tanta simpatia e carinho, que cuidaram do nosso alojamento e alimentação. Pelo sacrifício que isso representou para todos, muito obrigada. Povo de Deus em marcha, estamos em Sínodo Diocesano!
Que no Senhor Jesus e Sua Mãe Maria Santíssima encontrem sempre a força de continuar o que assumiram nesta Missão Popular. Que tudo isso possa contribuir para que o Reino de Deus se estenda a todos. Seja Deus louvado em tudo e sempre. Amén!
(Ir. Conceição Guimarães,

Irmãs do Bom Pastor-Colos)