segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Semana dos Seminários destaca vocação sacerdotal
que nasce da misericórdia

“Comunidades e famílias devem ser espaços onde os jovens aprendem a «acolher, compreender e perdoar», realça responsável pelo setor”

A Semana dos Seminários 2016, que vai decorrer entre 6 e 13 de novembro, tem como base o Jubileu da Misericórdia e destaca a importância desta componente no desenvolvimento das vocações.

“A vocação sacerdotal não nasce somente de um chamamento, de um desejo ou de um impulso interior; ela é fruto do encontro do Deus misericordioso com o homem perdido e que é encontrado, com o homem morto e que revive”, realça D. Virgílio Antunes, presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, na mensagem para a iniciativa deste ano.

Intitulada “Movidos pela Misericórdia de Deus”, esta semana quer sublinhar os seminários como lugares onde os jovens aprendem “a misericórdia” do Pai para depois se poderem entregar “ao serviço dos outros”. Pretende recordar também a importância do papel da educação, quer na família quer nas várias etapas dentro da Igreja Católica, para o surgimento de mais crianças e jovens dispostos a consagrarem a sua vida a Cristo.

“Uma família que não vive relações de comunhão a partir da fé e onde cada um não está disposto a acolher, compreender e perdoar no seguimento de Jesus, não fomenta os gérmenes da vocação”, escreve D. Virgílio Antunes. E “uma educação cristã que não favorece experiências fortes de encontro com Deus nos momentos de espiritualidade, de oração, de reconciliação, de perdão, de partilha das misérias humanas, não pode ter consequências vocacionais”, acrescenta o bispo de Coimbra.

Estar aberto a uma missão na Igreja Católica, ao sacerdócio, ao celibato, a fazer das comunidades a própria família, implica uma conversão radical que só é possível em quem faz na sua vida a experiência da “misericórdia de Deus”, aponta o presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios. “Nenhuma lei deste mundo, nenhum conselho, nenhum raciocínio da razão têm a mesma capacidade para mover a mente, a vontade e o coração”, conclui.

guião da Semana dos Seminários, já disponível, apresenta algumas propostas para a vivência deste tempo, que é sobretudo de ação de graças e de oração pelo surgimento de novas vocações. Entre elas a oração para a semana, uma vigília de oração e um terço vocacional.


Lisboa, 27 out 2016 (Ecclesia

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Mensagem à Diocese de Beja

Caríssimos irmãos e irmãs, filhos e filhas no Senhor

Como foi noticiado, Sua Santidade o Papa Francisco aceitou o pedido de resignação do Senhor D. António Vitalino, pelo que sou eu agora, por vontade de Deus, o vosso pastor. Quero agradecer publicamente ao Santo Padre a confiança que deposita na minha pessoa, ao colocar-me à vossa frente como bispo diocesano.
Agradeço também ao Senhor D. António Vitalino que durante os dois últimos anos me foi introduzindo na realidade desta diocese e me ensinou a exercer o ministério episcopal. Desejo, do fundo do coração, que o Senhor o recompense por todo o bem que me fez neste tempo, e, sobretudo, pela sua dedicação à diocese de Beja ao longo de todo o seu pontificado.
Saúdo, antes de mais, os sacerdotes e os diáconos, meus colaboradores mais próximos, e os religiosos e religiosas que vivem e trabalham na diocese, enriquecendo-a com a diversidade dos seus carismas. Dirijo também a minha saudação a todos e a cada um dos católicos praticantes e não praticantes, às famílias, às crianças, aos jovens, aos idosos, aos doentes e, sobretudo, às pessoas que vivem sós e isoladas: desejo ser para todos vós a presença amiga do nosso Bom Pastor, Jesus Cristo, que nos ama com o mesmo amor divino que recebe do Pai.
Saúdo ainda as Autoridades Civis e Militares, as Forças de Segurança e as Autoridades Académicas dos concelhos do Distrito de Beja e dos concelhos de Santiago do Cacém, Sines e Grândola, do Distrito de Setúbal, que integram a diocese de Beja. Porque servimos as mesmas populações, conto com a ajuda de todos e a todos ofereço também a minha colaboração, dentro daquilo que é normal esperar de um bispo da Igreja Católica.
Àqueles que me perguntam quais são os meus projetos, apenas posso responder que venho para edificar convosco a comunhão eclesial, a Igreja, por meio da evangelização, da liturgia e da ação pastoral. Nesta hora de grandes mudanças, todos sentimos a urgência de uma evangelização básica que, em vez de procurar remendar o tecido eclesial quase desfeito que herdámos dos tempos da cristandade, proporcione aquela renovação profunda preconizada e preparada pelo Vaticano II, pela qual os últimos Papas têm pugnado, e que tanto nos tem sido recomendada por eles.
A única riqueza que vos trago e vos quero dar abundantemente é o Evangelho de Jesus Cristo Filho de Deus e da Virgem Maria, desprezado e morto na Cruz, ressuscitado e glorificado à direita do Pai para interceder por nós e nos dar o Espírito Santo. Quando há dois anos cheguei a Beja desejei, e ainda agora continuo a desejar, não ter no meio de vós outra sabedoria a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. (1Cor2,2) Eu acredito no Evangelho e sei que o futuro da humanidade está esboçado no Sermão da Montanha que o resume. Como São Paulo, também eu quero afirmar perante vós neste momento, com a firmeza de que sou capaz, que não me envergonho do Evangelho (Rm 1, 16). Tenho experiência de que nele se manifesta o poder de Deus que conduz da fé para a fé(Rm 1, 17), de uma fé infantil, muito ao nível da religiosidade natural, para aquela fé adulta que frutifica pela caridade (Gal 5, 6), fé que se cultiva e testemunha na comunhão da Igreja.
Quero ser para todos um sinal vivo da esperança cristã, sobretudo para tantos de vós que atravessais momentos difíceis porque estais desempregados, doentes ou tendes desfeita a vossa vida familiar e sofreis a solidão e carências de ordem material e espiritual, e peço a Deus a graça de ser manifestador da Sua misericórdia para quantos habitam e trabalham no Baixo Alentejo e no Alentejo Litoral.
Vamos dar continuidade ao trabalho do Senhor D. António Vitalino, procurando traduzir na vida da diocese as proposições do Sínodo Diocesano recentemente celebrado. Vamos também preparar-nos para comemorar festivamente em 2020, com a ajuda do Senhor, os 250 anos da restauração da diocese. Quanto ao mais, vamos trabalhar humildemente na consolidação dos fundamentos do edifício eclesial que o Senhor quer levantar connosco para podermos enfrentar as grandes tempestades que se desenham no horizonte deste século XXI.
Acredito que não nos faltará a ajuda do Senhor, porque ao longo da minha vida sempre experimentei e confirmei que Ele é fiel e acompanha, por meio do seu Espírito, aqueles que envia.
 Confio o meu ministério à frente desta diocese a Nossa Senhora, de cujas aparições em Fátima vamos celebrar o centenário, a São José, padroeiro da nossa diocese, a São João XXIII e a São João Paulo II, que tomei como protetores no dia da minha ordenação episcopal, e ao mártir pacense São Sisenando. Conto com a vossa colaboração e oração para poder apascentar-vos com aquele amor e sabedoria que tornarão suave o jugo que hoje é colocado sobre os meus ombros. Acreditai que é grande o lugar que tendes no meu coração de pastor.
O Senhor vos abençoe!
Beja, 3 de Novembro de 2016                                                                    
+ João Marcos

Bispo da Diocese de Beja

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Firmes na esperança

Um buraco negro aberto para o abismo, um sorvedouro insaciável onde tudo desaparece é, para o comum das pessoas, a imagem primeira da morte. A nossa vida decorre à beira deste abismo que nos acompanha como a sombra, abismo do qual nos defendemos temerosos ou que pode também atrair-nos como solução radical para todos os problemas. Solução aparente, solução falsa, porque é apenas demissão e autodestruição. De qualquer modo, não é fácil vivermos lucidamente a fragilidade da nossa condição de seres condenados a morrer.


Pelo pavor de enfrentar a morte, quantas pessoas não conseguem olhar a vida de frente e aceitá-la com sereno realismo, quantas vivem o momento presente às arrecuas como quem é empurrado para onde não quer. E quando têm mesmo de enfrentar esse buraco negro e de se interrogar acerca da morte porque algo lhes diz que a destruição total das pessoas que amamos não pode ser, que fazem? Colocam diante desse buraco negro um espelho que lhes dá a ilusão de o além ser a continuação da vida presente. É como se ao morrer passássemos, por magia, para o lado de lá do espelho onde a vida presente continuaria, sem os pesos e sem os constrangimentos deste lado. É desse entendimento light da morte e da ressurreição, hoje tão promovido peia New-Age, que se burlam os saduceus quando apresentam a Jesus a história inverosímil daquela mulher que teve, consecutivamente, sete maridos. Na ressurreição, perguntam, de qual deles será ela esposa?

Condicionados como estamos na vida presente pelo espaço e pelo tempo, toda a nossa linguagem supõe e reflete esses parâmetros. Aqui precisamos de lutar diariamente contra a morte alimentando-nos, descansando, reproduzindo-nos, criando laços que nos sustentem e nos defendam de tudo aquilo que ameaça a nossa vida. Mas a vida dos ressuscitados é de outra ordem, como nos diz Jesus no evangelho de hoje. Há realidades próprias deste mundo que terminam na morte, e há-as que perduram para lá do espaço e do tempo: aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos não se casam nem se dão em casamento. Na verdade, já não podem morrer pois são como os anjos e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. (Lc. 20,…) Como filhos de Deus libertos da morte e do pecado, os eleitos estão unidos a Cristo, são um só com Cristo mantendo embora a sua identidade, e reinam com Cristo. Com Ele, pelo Espírito Santo, amam o Pai e, com os anjos, contemplam o rosto de Deus e gozam em plenitude a alegria da sua Verdade, Bondade e Beleza. É esta a Vida Eterna que nos foi prometida e que, vigilantes na fé, ousamos esperar.

A fé e a esperança cristãs não são uma droga que nos anestesia, que nos tira da realidade. O acontecimento da morte e da ressurreição de Jesus que é o ponto de partida da nossa fé e da nossa esperança, ilumina toda a nossa realidade e leva-nos a aceitá-la com as suas alegrias e grandezas e também com as suas limitações e sofrimentos. Aceitamos com gratidão a vida e a morte como dons do Senhor, como as duas faces da mesma moeda, pois não há vida sem morte. Toda a espécie de vida neste mundo outra coisa não é senão um diálogo, às vezes violento, entre a morte e a vida. É assim também na vida espiritual.


Ao sermos mergulhados nas águas regeneradoras do Batismo morremos e ressuscitamos sacramentalmente com Cristo para vivermos a sua mesma vida de filho de Deus. Assim, como ensina S. Paulo, nós cristãos levamos sempre, no nosso corpo, o morrer de Jesus para que também a sua vida de ressuscitado se manifeste em nós. (2Cor4,10) Mortos para o pecado e vivos para Deus(Rm 6,11) vivemos como quem perde, melhor, como quem dá a sua própria vida para a encontrar, transfigurada. Vivificados pelo Espírito de Cristo, estando ainda neste mundo mas como cidadãos do Céu, a nossa vida é muito mais que um mero processo biológico que terminará na morte física. Temos Vida Eterna a germinar e a crescer em nós e, como proclamamos na parte final do Credo, esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir.

 Mania das grandezas? Esperamos o que Jesus nos prometeu, porque Ele no-lo prometeu. Esta é a ditosa esperança, a luz do oitavo dia que orienta e configura a nossa vida neste mundo e ilumina também a nossa morte. Vivemos como quem semeia na vida presente para recolher na vida futura. É por isso que rezamos com a Igreja estas palavras: para os que creem em vós Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma; e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu uma habitação eterna.(Prefácio da missa dos defuntos)

Como aqueles irmãos hebreus martirizados de que nos fala a 1ª leitura, sabemos que o Rei do Universo nos ressuscitará para a vida eterna, temos esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará porque nos criou para O amarmos e servirmos nesta vida e para gozarmos eternamente no paraíso a plena visão do seu rosto glorioso. Sim, viveremos eternamente a sua mesma vida de amor como seus filhos, como eternos recebedores e retribuidores do seu amor. Deus é um Deus de vivos, não de mortos, diz-nos Jesus no Evangelho deste domingo.

Pelas palavras de Jesus sabemos que todos os que vivem e morrem no seu amor estão vivos porque participam da sua vitória sobre a morte. Sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos, lemos na 1ª Epístola de S. João (1Jo…) Para nós cristãos, o centro desse buraco negro que é a morte é precisamente o lugar da manifestação de Cristo ressuscitado a cada um de nós, o lugar do óbito, do encontro com Ele, o lugar onde nos assume definitivamente, o lugar do nosso trânsito, da nossa passagem com Cristo deste mundo para o Pai. Como S. Paulo nos ensina também, para quem ama o Senhor, morrer é ir desta para melhor, desta para melhor vida. A esperança da maravilha que será o nosso encontro com Cristo transfigura a nossa existência.

No meio deste mundo que desconhece os novíssimos e toma as coisas penúltimas como últimas, não é fácil mantermo-nos firmes nesta fé e nesta esperança teologais e nelas perseverarmos. São, por isso, preciosas para nós, as repetidas afirmações de S. Paulo na 2ª leitura acerca da fidelidade e do poder do Senhor. A consciência da grandeza do nosso destino manter-nos-á despertos e firmes e fará de nós indicadores e sinais de esperança para quem, desorientado, está neste mundo sem saber de onde vem e para onde vai.

+ J. Marcos

Bispo coadjutor de Beja
Área de anexos

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Padres Vicentinos: 25 Anos de Missão, em Santiago do Cacém

Pela porta das “Missões” entraram os Padres Vicentinos pelo Alentejo dentro. A sua presença nas terras alentejanas já vem de longe. Nos anos quarenta do século passado, o Bispo Soldado, D. José do Patrocínio Dias, convidou os filhos de S. Vicente de Paulo a percorrer a vasta área da sua Diocese como missionários itinerantes. Por ali andaram vários padres vicentinos. Palmilharam milhares de quilómetros ao longo do Litoral, anunciando o Evangelho e organizando as comunidades. Os anos de 1943 e 1944 foram de muita actividade partilhada com obreiros doutras famílias religiosas.
Seguiu-se um longo período de ausência. No final dos anos setenta, com o Bispo D. Manuel Falcão inicia-se uma outra temporada missionária no Alentejo: uma comunidade vicentina (1977), em Almodôvar, e a animação missionária, a partir de 1981, com os Padres M. Martins e João Maria. Não houve paróquia da diocese que não tivesse vivido uma Missão Popular, sendo muitas as equipas missionárias que trabalharam neste sector.
Em Almodôvar começa-se a programar o trabalho em moldes diferentes e pensa-se numa missão vicentina em todo o concelho (8 Paróquias e mais de 3 dezenas de Montes). Foi uma Missão preparada e realizada no outono-primavera de 1985-1986, uma experiência forte e válida para toda a Congregação. Almodôvar passou a ser a ponta avançada de toda a Província Portuguesa missionária.
Em Novembro de 1986, foi assinado com a Diocese um acordo de 3 anos no qual se previa a mudança de lugar. Demorou um pouco mais. Mértola foi uma primeira aposta, mas Santiago do Cacém, foi o lugar de destino da Comunidade.

Por Terras de Miróbriga
A vida é feita de mudanças. A Congregação da Missão tem um cariz de “itinerância da Missão”. E assim aconteceu. Em finais de Agosto de 1991, a nova equipa estava de malas aviadas para partir. Para trás ficava Almodôvar. Lá à frente estavam à espera as Paróquias de Santiago do Cacém, Abela, S. Bartolomeu, S. Francisco e Santa Cruz.
“Subiremos montanhas sagradas…” foi o cântico processional bem apropriado para quem realmente, a 1 de Setembro, subiu ao monte encimado por um Castelo e pela Igreja Matriz Santiago do Cacém. A Eucaristia foi presidida pelo P. António Teixeira, novo pároco, e concelebrada por Mons. Torrão, Cón. Ireneu, pároco cessante, e pelos Vigários paroquiais, Padres Fonseca Soares e Leitão dos Santos.
Proclamado o Evangelho, Mons. Torrão, em nome do Senhor Bispo de Beja, depois de saudar todos os presentes, apresentou o novo pároco e os seus colaboradores e leu os documentos apropriados para a tomada de posse. O novo pároco, depois de prestar o seu compromisso, apresentou-se a si mesmo como os demais colaboradores não esquecendo o Irmão Licínio.
A adaptação foi-se processando. Os movimentos foram surgindo. A história foi-se concretizando com o trabalho pastoral de cada dia. Ao fim de 3 anos, o Ir. Licínio partiu, em Missão, para Moçambique e o senhor Bispo solicitou à Comunidade para assumir a paroquialidade de S. Domingos e de Vale d’ Água.

Uma nova equipa, Missão Popular, ordenação presbiteral
A Comunidade foi renovada. Em Agosto de 1997, chegou o P. João Maria que, como pároco, preparou a cidade e as paróquias limítrofes para uma Missão Popular. O P. Leitão continuou o seu múnus de professor e juntou-se ao grupo, o Diác. Carlos César que, em tempos de estudante de Teologia, fizera aqui o estágio pastoral. Em 1999, houve festa grande em Santiago do Cacém: O Diác. César foi ordenado presbítero, por D. António Vitalino, ficando a fazer parte da comunidade, como o Padre novo. Outros confrades foram passando e, em 2000, o P. Armando Lopes partiu para a Casa do Pai, ficando sepultado no cemitério local.
Adivinhava-se nova mexida na Comunidade: O P. João Maria foi eleito Visitador (Provincial) e teve que partir. Os Padres Magalhães, Leitão, José Maria e Carlos César constituem a nova equipa. Outra equipa, e mais outra, e em Outubro de 2011, o P. Pedro Guimarães, moderador, e os Padres Agostinho e Azevedo, são apresentados como “párocos in sollidum”. A Comunidade vicentina de Santiago do Cacém assume a pastoral paroquial, a animação da pastoral missionária da Diocese e o serviço de capelania do Hospital Litoral Alentejano (HLA).

25 anos, a fazer o quê?
Sabemos que a gente das nossas paróquias não é muito praticante. É uma população predominantemente alentejana de origem e cultura. Por isso, pode-se dizer que o trabalho pastoral nesta zona foi e tem de ser essencialmente missionário.
Para servir esta gente no contexto do carisma vicentino, do nosso jeito próprio de evangelizar os mais próximos e os mais distantes, é imperativo “ir ao encontro” da gente e da cultura locais.
Fez e faz parte dos horizontes pastorais e do plano pastoral da Comunidade Vicentina de Santiago do Cacém ao longo destes 5 lustros: visitar as famílias e ir aos locais de encontro das gentes (escutar e auscultar); visitar os Lares/Centros de Dia, onde reside parte considerável dos idosos da terra e onde trabalham muitas pessoas; acompanhar os movimentos e serviços existentes, abrindo brechas para a entrada de sangue novo; apoiar e investir nas camadas jovens, na catequese, nos escuteiros, na JMV, procurando envolver as famílias; assegurar a boa preparação dos Sacramentos, fomentando a participação no CPB e no CPM; dar primazia às Famílias, animando as Equipas de Nossa Senhora e outros casais que nos procuram; dar tarefas e responsabilizar os leigos para uma participação activa; valorizar a preparação e celebração da Confirmação, desafiando os crismandos para um compromisso sério com Cristo e a Igreja (vida da paróquia); criar dinâmicas para a formação dos intervenientes na liturgia: leitores, acólitos, coros; apoiar e criar respostas concertadas de ajuda e apoio aos mais indefesos e sós, com grupo de visitadores e Conferências Vicentinas; reforçar a dimensão missionária não só fazendo e revitalizando as Missões realizadas na zona, mas também colaborar na animação missionária diocesana (2011-2015) e incrementar a presença junto dos doentes do HLA e seus familiares e junto dos profissionais da saúde.

Celebrações Jubilares
Ao longo dos anos os planos diocesanos apostaram na iniciação cristã como objectivo prioritário. É um caminho que a Comunidade Vicentina, com as várias equipas que trabalham em Santiago, tem procurado inculcar na acção pastoral ao longo destes 25 anos. Semear é o trabalho do missionário, estar junto e aberto aos mais pobres e sofredores, é desafio permanente. Levar todos e cada um à conversão de vida e à adesão a Jesus Cristo é tarefa principal de quem escolheu viver segundo o carisma de Vicente de Paulo. É um trabalho árduo, que exige dedicação, paciência e perseverança.
Temos consciência e sabemos que ainda há um longo caminho a percorrer. O sustento para a caminhada vem da Palavra de Deus, dos Sacramentos, da Oração e da Comunidade. Aí se encontra a força para vencer dificuldades e combater a rotina, ou mesmo, a inércia.
Quando os Padres Vicentinos celebram 25 anos de Missão em Santiago do Cacém e se preparam para viver os 400 anos de Carisma e os 300 anos de presença em Portugal, olhar para trás, diz-nos que muito foi feito. Olhando com olhos de ver, descobrimos que nem tudo foi bem feito. Resta-nos acreditar que podemos fazer mais e melhor, aceitando reptos e desafios do Ressuscitado, do Povo de Deus, da Igreja local e seus responsáveis e sendo fiéis ao carisma do nosso Santo fundador.


P. Agostinho Sousa, CM

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Uma pergunta inquietante
(XXIX domingo do Tempo Comum)

A grande maioria dos que se dizem cristãos nesta nossa sociedade prisioneira da superficialidade e da exterioridade, não faz oração habitualmente. Porque não sabe, porque não sente necessidade, porque nunca recebeu uma iniciação cristã e o seu cristianismo é residual, porque não conhece Deus nem se conhece à sua luz. Há quem reze apenas para se sentir bem consigo mesmo, para encontrar equilíbrio emocional e auto confiança e assim poder enfrentar as dificuldades da vida. Acontece ainda, por estranho que pareça, que muitos adolescentes e jovens, depois de frequentarem durante anos uma catequese em que procurámos inculcar-lhes os valores cristãos, não adoram a Santíssima Trindade nem o Senhor Jesus Cristo, não amam a Igreja nem a Virgem Maria, não sabem de cor as orações básicas dos cristãos nem aprenderam a ser fiéis à oração diária e à missa dominical. Porquê?


No evangelho do próximo domingo, depois de uma parábola que nos incita a orar sempre, sem desanimar, escutamos, dirigida a cada um de nós, uma pergunta muito vasta e inquietante lançada por Jesus: quando o Filho do Homem voltar, encontrará fé sobre a terra? Deixemo-la ressoar no silêncio do nosso coração. Qual espada de dois gumes, deixemo-la entrar até ao mais íntimo de nós mesmos.

Penso que esta pergunta é a ponta visível de um iceberg de interrogações como estas: que espécie de cristianismo é o nosso? Será que nós temos, à semelhança daquela viúva importuna da parábola, fome e sede da justiça que só Deus nos pode dar? Porque rezamos tão pouco? Temos consciência de que somos realmente débeis e constantemente assediados por um temível adversário que luta por nos perder?


Acreditamos que o Senhor é poderoso e fiel para cumprir as suas promessas e que o Espírito Santo, se O chamarmos, virá em ajuda da nossa fraqueza? Temos consciência da importância dessa justiça nova do Evangelho para cada um de nós e para a humanidade? Sabemos que essa justiça que brota do mistério da Cruz e consiste no relacionamento justo com Deus, com os outros e com as coisas, só é possível com a mediação do Salvador? Desejamos, mais que tudo, o tesouro dessa justiça que nos foi prometida ou desistimos dela e amesquinhamos a nossa vida resignando-nos e conformando-nos com os tortuosos esquemas deste mundo? Será que a nossa vida está dimensionada pela esperança da Vinda gloriosa do Senhor? Temos como certa a sua Vinda ou admitimo-la apenas como hipótese mais ou menos provável? Porque temos tanta dificuldade em dar testemunho de Cristo e em transmitir a fé às novas gerações?
Quando o Filho do Homem voltar, encontrará fé sobre a terra?

É como se Jesus nos dissesse: Eu fiz e faço a minha parte. Estais vós dispostos a fazer a vossa? Confiei-vos o talento da fé para o pordes a render, até que Eu venha. Quereis colaborar comigo para que a luz da Verdade e o fogo da Caridade iluminem e transformem a vida das pessoas e da humanidade? Mostrei-vos os meus pés de crucificado e de ressuscitado, marcados para sempre com as chagas dos cravos, por vosso amor. Desejo agora ver os vossos, dinamizados pelo mesmo amor, calçados com o zelo para anunciar ao mundo o evangelho da paz.

Será que reconheceis as minhas promessas como a “sorte grande” que vos saiu, ou continuais a viver miseravelmente, escravos dos elementos deste mundo, sem horizontes? Caminhais alegres na esperança da minha vinda, amando-a e anunciando-a, desejando-a e apressando-a? Sem a desejar ardentemente, ninguém pode perseverar na fé e na caridade, nem é verdadeiramente cristã a oração de quem pede a minha ajuda só para a vida presente. É na minha vinda gloriosa que Deus Pai vos fará justiça inteira contra o vosso adversário, vos saciará com a plenitude da sua misericórdia, vos salvará definitivamente e vos dará todos os bens prometidos, a vós que, por Mim e em Mim, vos tornastes seus filhos adotivos e herdeiros.

Hoje, neste tempo, a resposta a esta pergunta imensa de Jesus somos nós, é a nossa maneira de viver o cristianismo. Se somos cristãos de verdade, todos os nossos desejos se resumem neste único: estar com Cristo! A oração serve, antes de mais, para fortalecer esse desejo e assim não nos deixarmos seduzir pelo cenário passageiro deste mundo. De facto, sem esperar a sua vinda, sem ter os olhos levantados para o Senhor de Quem nos vem o auxílio, quem poderá manter-se firme nos recontros e batalhas que temos de travar no deserto da nossa vida a caminho da Terra Prometida, tal como nos lembra, na leitura do livro do Êxodo, Moisés em oração? Para manter os braços levantados para o Senhor e assim conseguir a vitória, ele foi ajudado por Aarão e Hur. Para que também nós perseveremos no combate da oração precisamos da comunidade cristã, precisamos do exemplo, da oração e da palavra dos nossos pastores.

Só adora Deus em espírito e verdade quem O ama, quem n’Ele espera e acredita; e só n’Ele acredita e espera quem, porque se reconhece amado por Ele, acolhe o anúncio da sua Palavra e se dispõe, por sua vez, a anunciá-la também. Impressiona a solenidade e a veemência das expressões com que S. Paulo, na 2ª leitura deste domingo, conjura o seu discípulo Timóteo a mergulhar nas Sagradas Escrituras e a proclamar a Palavra do Evangelho. Para os apóstolos era evidente que não haverá rio se a nascente não jorra.

Por isso mesmo, logo no início dos Atos dos Apóstolos, S. Pedro ensinou que o miolo do ministério apostólico é a oração e o ministério da Palavra. Delas, hoje como ontem e como sempre, depende, em grande parte, a vida e a missão da Igreja pelas quais o Filho do Homem, ao voltar, encontrará na terra aquela fé que se desenvolve na esperança, atua pela caridade e se comunica pela evangelização.
                                                                                                    + J. Marcos

Bispo Coadjutor de Beja

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Mensagem para o Dia Mundial das Missões

Testemunhas de misericórdia




 “Queridos irmãos e irmãs!
O Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que a Igreja está a viver, proporciona uma luz particular também ao Dia Mundial das Missões de 2016: convida-nos a olhar a missão ad gentes como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material. Com efeito, neste Dia Mundial das Missões, todos somos convidados a «sair», como discípulos missionários, pondo cada um a render os seus talentos, a sua criatividade, a sua sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira.
Em virtude do mandato missionário, a Igreja tem a peito quantos não conhecem o Evangelho, pois deseja que todos sejam salvos e cheguem a experimentar o amor do Senhor. Ela «tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho» (Bula Misericordiae Vultus, 12), e anunciá-la em todos os cantos da terra, até alcançar toda a mulher, homem, idoso, jovem e criança.
A misericórdia gera íntima alegria no coração do Pai, sempre que encontra cada criatura humana; desde o princípio, Ele dirige-Se amorosamente mesmo às mais vulneráveis, porque a sua grandeza e poder manifestam-se precisamente na capacidade de empatia com os mais pequenos, os descartados, os oprimidos (cf. Dt 4, 31; Sal 86, 15; 103, 8; 111, 4). É o Deus benigno, solícito, fiel; aproxima-Se de quem passa necessidade para estar perto de todos, sobretudo dos pobres; envolve-Se com ternura na realidade humana, tal como fariam um pai e uma mãe na vida dos seus filhos (cf. Jr 31, 20).

É ao ventre materno que alude o termo utilizado na Bíblia hebraica para dizer misericórdia: trata-se, pois, do amor duma mãe pelos filhos; filhos que ela amará sempre, em todas as circunstâncias suceda o que suceder, porque são fruto do seu ventre. Este é um aspeto essencial também do amor que Deus nutre por todos os seus filhos, especialmente pelos membros do povo que gerou e deseja criar e educar: perante as suas fragilidades e infidelidades, o seu íntimo comove-se e estremece de compaixão (cf. Os 11, 8). Mas Ele é misericordioso para com todos, o seu amor é para todos os povos e a sua ternura estende-se sobre todas as criaturas (cf. Sal 144, 8-9).



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sexta-feira, 30 de setembro de 2016


NÃO PODES IR MAS PODES AJUDAR!…
A missão é de Deus na qual somos chamados a cooperar. O Mês Missionário tem a sua origem no Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo do mês de outubro).
A data foi instituída pelo papa Pio XI em 1926, como um Dia de oração e ofertas em favor da evangelização dos povos.  O objectivo é incentivar, nas Igrejas locais, a cooperação missionária.
São apenas alguns os missionários e missionárias que partem. Porém, toda a comunidade tem o dever de participar ativamente na missão universal.
Essa cooperação realiza-se de três formas: 1º pela oração, sacrifício e testemunho de vida; 2º por meio da ajuda material aos projetos missionários; 3º colocando-se à disposição para servir na missão ad gentes.
As missões precisam de missionários e missionárias. Não podes ir, mas podes ajudar!...

OMP

terça-feira, 27 de setembro de 2016

FESTA DE S. VICENTE DE PAULO

27 de Setembro de 2016


Na carta que escreveu para a proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco invoca os santos…“que fizeram da misericórdia a sua missão vital”. E aqui estamos diante do nosso Santo Fundador, daquele que fez da sua vida uma total vivência da misericórdia: S. Vicente de Paulo, a ponto de ser chamado o Santo da Caridade.

“O Senho enviou-me para evangelizar os pobres”. O que dá sentido, unidade e dinamismo à vida e à obra de S. Vicente de Paulo é o seu grande e apaixonado amor pela pessoa de Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, que ele soube encontrar na pessoa dos pobres. No propósito de agir conforme o exemplo de Jesus, S. Vicente afirma que na missão o valor supremo e insubstituível é o amor, a misericórdia. A espiritualidade cristã revelada por Cristo como evangelizador dos pobres, é a que nos faz entender e conhecer o «Cristo Vicentino», aquele Cristo que «caminhou e trabalhou como nós». S. Vicente de Paulo é chamado o místico da ação, ou no dizer do novo Superior Geral, “místico da caridade”, porque para ele a evangelização e a recuperação da dignidade humana são a mesma coisa.



Ver o Cristo Missionário e Servidor é penetrar no núcleo central da mística vicentina. Cristo está no centro da espiritualidade vicentina e também da sua ação missionária. Somos apenas seus continuadores e Ele é o agente principal e o Missionário do Pai. Neste abrir horizontes para a celebração dos 400 anos do Carisma Vicentino, somos todos convidados a renovar a nossa vocação de entrega e serviço aos irmãos!

P. Álvaro Cunha, Visitador


Festa da família Vicentina


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Diocese começa novo ano pastoral marcado por «passagem de testemunho» entre bispos

D. António Vitalino vai completar 75 anos em novembro

Lisboa, 26 set 2016 (Ecclesia) - A Diocese de Beja começou este sábado o ano pastoral 2016/2017, que vai ficar marcado pela mudança de bispo, após o 75.º aniversário do bispo residencial, D. António Vitalino.
O bispo de Beja, na diocese desde 1999, vai completar 75 anos a 3 de novembro de 1941, atingindo assim o limite de idade estabelecido pelo Direito Canónico para o exercício do cargo.
D. António Vitalino disse à Agência ECCLESIA que encara com “muita naturalidade” essa “passagem de testemunho” para o atual coadjutor, D. João Marcos, prevendo uma transição “tranquila, como deve ser na Igreja”.
Para o bispo de Beja, é de esperar continuidade na “diversidade” própria do futuro bispo, D. João Marcos, na diocese desde 2014.
D. António Vitalino considera ser prioritário desenvolver um projeto de evangelização, de “iniciação cristã”.
“Os alentejanos estão num processo de aproximação, é preciso com certeza evangelizar aquele povo, mostrar que Jesus é, afinal, o mais próximo de nós”, precisou.
Quanto a conselhos que deixa a D. João Marcos, o bispo de Beja diz que é preciso “não desanimar, não ter medo das dificuldades”.
A Diocese de Beja viveu este sábado o Dia Diocesano, no Centro Pastoral da cidade alentejana, com a presença de membros do clero, consagrados e consagradas, colaboradores dos serviços diocesanos e das paróquias.
D. António Vitalino e D. João Marcos enviaram uma mensagem à diocese, sublinhando que o Programa Pastoral para este ano vai atender ao Centenário das Aparições em Fátima.
Os bispos explicam ainda que é de prever que este ano pastoral “fique marcado pela mudança”, passando D. António Vitalino a bispo emérito de Beja “quando o Papa Francisco assim o entender”.
Em relação ao futuro, D. António Vitalino diz ter um calendário “muito preenchido” até junho de 2017 e “muitos convites” do mundo da emigração.
“Eu não sou general, sou um simples soldado-raso e tenho de estar com o povo, às vezes à frente do povo, e mostrar os caminhos que julgo serem os melhores para todos”, assinala, uma retrospetiva do seu percurso como bispo.
Agora, e após 20 anos de ministério episcopal, prevê poder “regressar à comunidade”, como religioso carmelita.

Fonte - Ecclesia

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Padres Vicentinos têm novo Provincial
Em Julho passado, na Assembleia Geral, em Chicago - EUA, a Congregação da Missão elegeu um novo Superior geral, o Padre Tomaž Mavrič.
Agora, porque o P. Álvaro António Esteves da Cunha termina o 2 º mandato de Superior Provincial (Visitador) da Província Portuguesa da Congregação da Missão, no próximo dia 30 de Setembro, foi eleito para lhe suceder neste serviço de animação, o P. José Augusto Gonçalves Alves.
O P. José Alves, como é mais conhecido, tem 70 anos de idade e quase 46 anos de presbítero. É natural da freguesia da Esperança, concelho de Póvoa de Lanhoso. Actualmente é superior da Comunidade vicentina do Seminário de S. José – Felgueiras e é o Animador e coordenador das actividades do Centro Vicentino de Evangelização (CVE) que funciona no mesmo edifício. É membro do actual Conselho Provincial.
Como sacerdote vicentino, esteve em Moçambique e, depois de regressar, estudou na UCP-Lisboa, foi o responsável pela animação vocacional, fez missões populares, trabalhou com religiosos e religiosas, sendo colocado posteriormente na Comunidade da Luz, assumindo o múnus de pároco. Além das tarefas pastorais e comunitárias, construiu, com a comunidade paroquial, o edifício da nova igreja da paróquia de S. Tomás de Aquino, inaugurada e benzida em 21 de Abril de 1996.
Depois de muitos anos a trabalhar no Patriarcado, de 2004 a 2010, o P. José Alves, exerceu o serviço de Visitador para o qual foi eleito novamente. Após a cessação de funções naquela data, o P. Alves rumou a Chaves, sendo superior daquela comunidade vicentina e pároco das paróquias da Madalena (cidade), de Eiras e Samaiões.

Após a passagem de testemunho, o P. José Alves, regressará a Lisboa, para a Casa Provincial dos Padres Vicentinos, instalada desde Julho de 2015, na Estrada da Luz..