quinta-feira, 3 de abril de 2014

Colos e Relíquias acolhem a Missão



Chegou o dia em que as comunidades paroquiais de Colos e Relíquias iniciaram o tempo forte da Missão. Ao longo de vários meses estas paróquias assistidas pelos Milicianos de Cristo prepararam-se para este momento.



O início deste acontecimento foi muito bonito. A imagem de Nossa Senhora das Missões foi trazida pelas gentes de Sabóia, Santa Clara-a-Velha, Luzianes e Pereiras. Um autocarro e vários carros particulares trouxeram mais de 70 pessoas que, acompanhadas pelo pároco, P. Júlio Lemos, pelo diácono Zé Inácio e esposa e pelas Missionárias Espiritanas, deram testemunho missionário ao deslocarem-se de suas casas e visitarem os irmãos de Colos.
Na Eira da Lagoa, após o acolhimento da Imagem, começou a procissão. Com faixas de saudação e pedido de protecção e com a Cruz da Missão à frente, todos cantaram e rezaram até à chegada à igreja matriz. Aí, D. António Vitalino, presidiu à Eucaristia de Envio. Na homilia, aludindo à escolha e missão de David, desafiou a numerosa assembleia a não se deixar levar pelas aparências, mas a ver com o olhar de Deus. Insistiu para que, como o cego de nascença, façamos a profissão de fé em Jesus, a Luz do mundo e a sermos luz no meio das trevas.

Relíquias: Vigília ao Espírito Santo e Crisma
Já a noite ia adiantada quando a comunidade de Relíquias acolheu a Imagem peregrina. Aqui, foi o Bispo que presidiu à recepção. Na igreja, agora acompanhados pela figura de Maria como outrora no cenáculo, todos se abriram ao fogo do Espírito Santo.
Como no dia seguinte se celebrava o Crisma houve uma vigília de oração, que preparou os crismandos para receberem este Sacramento. Um a um, foram reflectidos e rezados os 7 dons do Espírito Santo e, no final, teve lugar o sacramento da Reconciliação. 
O domingo, dia da mudança de hora, exigia uma mudança profunda na vida dos crismandos. Com toda a dignidade e solenidade, a comunidade acolheu o pastor diocesano e viveu com intensidade este dia grande para a vida da paróquia. Foi dia de fé e de festa.
No final, foi feito o Envio dos Animadores das 5 Comunidades que vão reunir-se no tempo da Missão. Também os crismados receberam o Envio para, de uma forma concreta e pronta, darem testemunho de modo a que nas suas vidas apareçam os frutos do Espírito Santo.





Tempo da Missão 
De 30 de Março a 12 de Abril é o tempo forte da Missão. Depois de dois dias cheios, a Missão encontra-se na rua, nas comunidades familiares, na visita a cada casa e no encontro com os idosos nos lares e centros de dia, passando pela escola.
Os montes mais distantes não ficam esquecidos pois, em várias noites, a imagem da Senhora das Missões visitará estas pessoas que vivem distantes e longe de tudo. A oração e reflexão acompanham a ida da Imagem. São vários os montes a visitar. É a Mãe que chama e aponta caminhos novos.
Também em Colos se viverá a tradicional Procissão de Ramos. Mais um motivo forte de catequese e de anúncio da Palavra. Não faltará o Encontro de Formação para Animadores da Comunidade, no dia 12 de Abril, com o tema: “Cuidar da fé é cuidar do homem”, tratado um sacerdote vicentino, P. Fernando Soares.
Não falta campo para trabalhar e não faltam as propostas para ser semeada a semente. É tempo de sementeira, é tempo propício para anunciar a Palavra. A equipa missionária (intercontinental) é composta pela comunidade dos Milicianos de Cristo (Brasil), um seminarista estagiário (Nigéria), pelas Irmãs do Bom Pastor e pelo coordenador diocesano da animação missionária.
Os trabalhadores são poucos, mas contam com a rectaguarda da oração de todos. Unidos a Cristo, o Bom Pastor, queremos ser discípulos missionários (EG 120), levando a Boa Nova a todas as gentes.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vida e Esperança



1. Vida sem esperança
Ouve-se muitas vezes dizer, sobretudo a médicos e amigos no caso de doença grave, que enquanto há vida há esperança, pois esta é a última coisa a morrer. Mas também constato que há muita gente a viver sem esperança. São mortos vivos. Por isso não apenas se diz que a esperança é a última  coisa a morrer, mas também a primeira a nascer. Ainda há pouco, numa terra da nossa diocese, aconteceu que, não aparecendo o coveiro no momento de enterrar um defunto, foram encontrá-lo enforcado.

No contexto da atual crise económica há muita gente a perder a esperança e alguns não aguentam a pressão, pondo termo à vida.O padre Antonio Moreira, falecido há poucos dias de um cancro no pâncreas, durante os dois anos de doença dizia-me sempre que estava curado e podia retomar o trabalho, ao que eu respondia para se confiar a Deus e aos médicos, deixando as preocupações pelo trabalho ao bispo. Foi um exemplo de esperança para todos.


Como fortalecer a esperança nas situações de doença, de crises afetivas, familiares, sociais e económicas. Esta é a principal missão da Igreja e dos discípulos de Jesus Cristo, enviados a curar os enfermos, consolar os tristes e anunciar a boa nova. Por isso o Papa Francisco repete muitas vezes: não vos deixeis roubar a esperança. E espero que não estejamos sós nesta tarefa de incutir esperança ao nosso povo. Mas espero também que os cristãos não deixem sós os profissionais do acompanhamento psicológico, pois há causas que transcendem o nível psicológico. Sem fé em Deus será difícil manter e animar a esperança em muitas situações graves da vida.

Continuar a ler - AQUI

terça-feira, 1 de abril de 2014

Dia de Deserto



O tempo da Quaresma é um momento propício para a interiorização, a escuta da Palavra, a partilha de vida e para uma caminhada intensa de busca e de encontro. A liturgia faz-nos propostas e aponta desafios e metas. A cada um compete deixar-se contagiar e impregnar pela força da Palavra e exigir de si mesmo uma vivência profunda dessa Palavra, que compromete na partilha. É um desafio criativo e permanente. Nesta Quaresma é necessário e urgente deixar que a enxurrada da Palavra de Deus tome conta da nossa vida. No meio da enxurrada, perceberemos logo que não salvaremos muitas coisas, e que aquilo que mais queremos encontrar é uma mão segura que nos ajude a salvar a nossa vida. O tempo da Quaresma faz-nos sentir melhor o calor da mão de Deus na nossa mão.
Conhecer e partilhar a Palavra
Cerca de 50 pessoas, entre adultos e jovens escuteiros, rumaram à Ermida da Senhora da Graça-Santo André, para viverem um sábado diferente: um dia de deserto dedicado à Palavra. Organizado pela paróquia de Santo André e pelo Centro Diocesano Missionário, o dia começou com um tempo de oração. Findo este, o P. Abílio Raposo e os chefes do Agrupamento de Santo André, dedicaram-se aos jovens, encontrando dinâmicas para um conhecimento mais vivencial da Palavra de Deus. O P. Agostinho, com os adultos, a maior parte deles membros das comunidades familiares nascidas da Missão, aprofundou o tema: “Conhecer e partilhar a Palavra para humanizar”. Após a exposição do tema, cada grupo, viveu um tempo de silêncio e de meditação que conduziu a um momento comum de oração, que apontou Maria como exemplo a seguir como modelo na escuta e na vivência de quem assumiu na Palavra: “Eis a serva do Senhor”.


A alegria do Evangelho
Após o almoço partilhado, e já com a presença de D. António Vitalino, a parte da tarde foi preenchida com uma reflexão sobre a “Alegria da Missão” baseada no documento que o Papa Francisco apresentou a toda a Igreja e que é o programa de acção do seu pontificado e para toda a Igreja. O encontro alegre e feliz com o Senhor é gerador de vida feliz, alegre e capaz de levar a um testemunho de seguimento do Mestre. Vários pontos foram tocados, todos eles focados na vocação e missão, na escuta do chamamento e na resposta pronta e fiel, sempre atentos a Deus e á realidade do mundo de modo a dar o sabor da Boa Nova a toda a vida e em todas as situações.
O bispo diocesano presidiu à Eucaristia deste dia de deserto. O Agrupamento 581 animou o canto nesta celebração que contou com a participação de mais pessoas que, não podendo estar presentes em toda a programação do dia, quiseram associar-se a este momento de acção de graças. A liturgia do domingo da alegria, proporcionou, mais uma vez, o encontro com a Palavra e com o Pão da Vida. A luz que foi oferecida ao cego de nascença é a mesma que se oferece a todos: Jesus, Luz do mundo. Esta dádiva exige fé professada e vivida, capaz de transformar vidas e ambientes.
A assembleia, constituída maioritariamente por gente vinda das paróquias de Santo André e de Sines, mostrou-se disponível para disfrutar de mais dias como este que se viveu na Ermida da Senhora da Graça.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja