segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mensagem do papa Francisco para a celebração do XLVII dia mundial da Paz

FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ

1º DE JANEIRO DE 2014



1. Nesta minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz, desejo formular a todos, indivíduos e povos, votos duma vida repleta de alegria e esperança. Com efeito, no coração de cada homem e mulher, habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar.
Na realidade, a fraternidade é uma dimensão essencial do homem, sendo ele um ser relacional. A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

SINES: AVALIAÇÃO E PÓS-MISSÃO


Aconteceu, recentemente, na paróquia do Salvador, em Sines, a Missão Popular. Passado um mês, os animadores das comunidades, o pároco e o responsável diocesano pela animação missionária, reuniram-se para fazer um balanço deste acontecimento de evangelização e para projectar e programar o futuro. O ambiente feliz e animado fazia transparecer o que foi vivido e experimentado, ao longo de quinze dias, na cidade de Sines.
A densidade populacional, a variedade de culturas e de proveniências, a diversidade de propostas e de ocupações, pesaram bastante na preparação e na montagem do tempo forte da Missão. Alguns medos, muitas resistências e certos comodismos levaram a desistências, fragilidades e interrogações.
À medida que se aproximava a data do início da Missão, com a força da oração e a persistência de uma mão cheia de homens e mulheres e com a abertura e ajuda de algumas instituições, como de mansinho e de dentro para fora, começou a operar-se uma mudança. A Fanfarra dos Bombeiros fazia sentir a sua presença e abria a rota e o andor da Senhora das Salas percorria as ruas que, pouco a pouco, se iam enchendo de gente. O largo da Igreja tornou-se pequeno e lá dentro, o templo estava repleto de fiéis. O olhar da Mãe cruzou-se com muitos olhares que acolheram o convite.
As 12 comunidades, ao longo das tardes e noites fizeram a experiência do encontro à luz da Palavra de Deus. Partilharam a fé, a oração e a vida e, na comunidade de comunidades, deram um belo testemunho da sua caminhada. Poderiam ter sido mais comunidades e muitas pessoas envolvidas neste primeiro tempo da Missão. Por este lado, ficou um sabor a pouco. Todavia, o caminho percorrido por estas 12, foi muito positivo e levou a que todas estivessem envolvidas de forma activa nas celebrações da 2ª semana e tivessem decidido continuar a reflexão na pós-missão.


Escolas, Santa Casa da Misericórdia e Bombeiros
A ida às escolas foi um dos trunfos da missão. Graças à abertura das escolas e ao apoio e acompanhamento da professora de EMRC, Ana Maria, foi possível o contacto com mais de 4 centenas de jovens que frequentam esta disciplina. De outro jeito, não seria possível este contacto directo, vivo e importante com esta faixa etária.
Os tempos de oração foram uma outra área que mobilizou as pessoas: todos os dias, entre três a quatro dezenas de pessoas, se juntavam para orar (oração da manhã e exposição do Santíssimo).
Com a colaboração e inter-ajuda da Santa Casa da Misericórdia e dos Grupos de Voluntárias e Visitadoras foi possível abrir uma frente de acção junto dos doentes e idosos, quer estivessem a viver na instituição, quer no domicílio próprio. A visita, o encontro, a conversa, a oração, os sacramentos, conforme a vivência de cada um, foram momentos belos, cheios de ternura, dedicação e alegria.
As celebrações festivas da 2ª semana foram muito vividas. Sempre a crescer em número, as pessoas não davam pelo correr da hora e alongavam a partilha para muito depois do final das mesmas. A celebração da Palavra, da Igreja da Reconciliação e das Famílias tocaram fundo naqueles que nelas participaram. De salientar, nestas duas últimas, a presença de D. António Vitalino e de perto de 4 dezenas de casais no dia das Famílias.
Foi dado relevo à particularidade de se envolvido na Missão várias áreas ou instituições, o que lhe deu uma dimensão mais alargada. Os Bombeiros e a Comunidade Cabo-Verdeana foram a expressão mais visível desta abertura.
Também se valorizou o “magusto paroquial”, quanto ao local (dentro do castelo), à numerosa participação das famílias e à animação feita pelos Catequistas e Juventude Mariana Vicentina.

Nem tudo foram rosas!
Houve aspectos que poderiam ter corrido melhor. No aspecto logístico, nada faltou e estamos agradecidos a quem abriu casas e portas para acolher: Todavia, esperava-se uma maior abertura para acolher a equipa missionária, para partilhar refeições com a mesma e o pároco (nas casas) e maior participação nas refeições partilhadas, aos domingos. No campo da Missão, era necessário duplicar ou triplicar o número de comunidades e de animadores. Para a área e população de Sines, exigia-se um pouco mais. Finalmente, a nível de comunicação, mesmo com os cartazes nas montras e as notícias da Rádio Sines, faltou o porta a porta e o empenho em levar a notícia. Foi tudo muito bom, mas poderia ser ainda melhor!

Pós-Missão
A reunião do passado dia 12 de Dezembro já foi um momento de pós-Missão. Após troca de ideias e partilha de opiniões e dentro das disponibilidades e pessoas foi decidido que a primeira reunião das Comunidades aconteça no dia 10 de Janeiro, seguindo o esquema do Guião “Vamos conhecer Deus”, entregue no dia do encerramento. Nesta reunião, os animadores vão calendarizar os dias das reuniões futuras, bem como os respectivos horários e locais.
A comunidade Cabo-Verdeana, que se envolveu muito na Missão, agendou dois encontros por mês (1º e 4º sábados) para dar continuidade a esta experiência de encontro, reflexão e de partilha. No próximo dia 28 de Dezembro (um sábado, às 16h30), em plena quadra natalícia, no espaço que acolheu a comunidade, vai ser celebrada Eucaristia, em que serão visíveis as tradições e ritmos africanos. Irão participar neste momento celebrativo da Sagrada Família, alguns membros das outras comunidades da Missão.
Uma vez que, em breve, vai acontecer a Missão em Porto Covo (19 de Janeiro a 2 de Fevereiro), as comunidades vão entregar a esta paróquia a imagem de Nossa Senhora das Missões, fazendo deste momento, um tempo de testemunho.
A Missão, começou em Sines…A semente foi lançada. Agora é tempo de cuidar da semente para que dê muito fruto; agora, é o tempo propício para tornar efectivo o compromisso nascido nas comunidades: “O Povo de Sines foi chamado pelo BOM PASTORDESPERTAR para a Missão. CAMINHANDO COM MARIA, homens e mulheres, de todas as idades, VIGILANTES e UNIDOS NA FÉ foram iluminados pelo FAROL DA BOA NOVA, para fazerem das suas vidas caminhos semeados de PEGADAS DE LUZ. Unidos a CRISTO JOVEM, a VIDEIRA verdadeira, como asOBREIRAS, querem ser PEDRAS VIVAS da Igreja, em VIDA PARTILHADA”.

P. Agostinho Sousa,


CDM/Beja

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Sonha Também


Mensagem de Natal
Há dois mil anos Deus sonhou
E foi
Natal em Belém.
Sonha também.
Se o jumento corou
E o boi se ajoelhou,
Não deixes tu de orar também.

1. A notícia ecoou nos campos de Belém. Com o celeste recital que ali se deu, o céu ficou ao léu, a terra emudeceu de espanto, e os pastores dançaram tanto, tanto, que até os mansos animais entraram nesse canto.

2. Isaías 1,3 antecipou a cena, e gravou com o fulgor da sua pena o manso boi e o pacífico jumento comendo as flores de açucena da vara de José sentado ao lume, e bafejando depois suavemente o Menino de perfume. Enquanto os meigos animais vão comer à mão do dono, o meu povo, diz Deus, não me conhece, e perde-se nos buracos de ozono.

3. Nos campos lavrados passeiam cotovias, ondulam os trigais, e vê-se Rute a respigar o trigo ao lado dos pardais. Que estação é esta que reúne as estações e os anais? Abre-se ali num instante um caminho novo. Vê-se que passam Maria e José e o Menino, que salta logo do colo e suja as mãos na terra, tira da sacola estrelas todas de oiro, e semeia-as na terra com carinho.

4. Anda à sua volta um bando de boieiras, leves e ledas companheiras, correndo no mesmo chão de oiro semeado. E nós continuamos a passar ali ao lado daquela sementeira toda de oiro, que o Menino pobre acaricia, e logo se transforma em trigo loiro. Mas ninguém para, ninguém acredita que o Menino pode ser dono de um tal tesoiro.

5. Vem, Menino! E quando vieres para a tua doirada sementeira que logo cresce e se faz messe (João 4,35), quando assobiares às boieiras, chama também por mim, diz bem alto o meu nome, vamos os dois para o campo e para a eira, e enche-me de fome de um amor como o teu, pequenino e enorme.

6. Meu irmão de dezembro, levanta-te, olha em redor e vê que já nasceu o dia, e há-de andar por aí uma roda de alegria. Se não souberes a letra, a música ou a dança, não te admires, porque tudo é novo. Olha com mais atenção. Se mesmo assim ainda nada vires, então olha com os olhos fechados, olha apenas com o coração, que há-de bater à tua porta uma criança. Deixa-a entrar. Faz-lhe uma carícia. É ela que traz a música e a letra da canção. Ela é a Notícia.

Desejo a todos os meus irmãos, sacerdotes, diáconos, consagrados/as e fiéis leigos, doentes, idosos, jovens e crianças da Diocese de Lamego e da inteira Igreja de Cristo, um Santo Natal com Jesus e um Novo Ano cheio das Suas maravilhas.
Ele estará sempre connosco nos caminhos da missão e da Alegria do Evangelho.

Vem, Senhor Jesus. Bate à nossa porta.

D. António Couto, bispo de Lamego
e Presidente da Comissão Episcopal da Missão,

da Nova Evangelização e do Ecumenismo.